Americanos votam nas eleições de meio de mandato, e controle do Congresso está em jogo para Trump
Os eleitores dos Estados Unidos vão às urnas nesta terça-feira (3) para renovar a Câmara e parte do Senado. A votação antecipada superou o ritmo de 2022.

Os eleitores dos Estados Unidos votam nesta terça-feira (3) nas eleições de meio de mandato, as chamadas midterms, que renovam o Congresso e definem quanto poder o presidente Donald Trump terá nos próximos dois anos de governo.
O que está em jogo
Na Câmara dos Deputados, todos os 435 assentos estão em disputa, já que os deputados cumprem mandatos de dois anos. No Senado, 35 das 100 cadeiras são renovadas, pois os senadores têm mandatos de seis anos. Também há eleições para governadores, para cargos estaduais como procurador-geral e secretários, e mais de 6 mil disputas para legislativos estaduais, além de dezenas de propostas de emenda constitucional estaduais.
O Partido Republicano, de Trump, controla hoje as duas Casas por maioria apertada. Se mantiver o controle, o presidente tende a seguir aprovando sua agenda. Se os democratas assumirem uma ou as duas Casas, poderão barrar prioridades do governo e abrir investigações contra o presidente.
Projeções e votação antecipada
A maioria das pesquisas aponta vitória democrata na Câmara e boas chances de o partido recuperar o Senado. Dados da votação antecipada indicam participação acima do ritmo de 2022. Os eleitores que votaram antes do dia da eleição eram, em geral, mais propensos a ser democratas e menos propensos a ser brancos do que em eleições anteriores. O voto pelo correio ainda é mais associado aos democratas, mas uma parcela maior desses eleitores optou por votar presencialmente antes da data.
Os dados favorecem os democratas, mas a vantagem não é considerada insuperável. Ao longo de vários ciclos eleitorais, os republicanos mostraram preferência por votar no próprio dia da eleição, e o resultado dependerá da composição do eleitorado que comparecer às urnas nesta terça.
Reação de Trump
Diante da perspectiva de derrota, Trump já ensaiou uma estratégia para governar sem o controle do Legislativo e afirmou que não deixará os democratas "estragarem tudo". A aprovação do presidente está em níveis baixos em comparação com a de antecessores no mesmo ponto do mandato.
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