Zanin prorroga a votação até as 19h em todo o país, e TSE pausa a divulgação da apuração
O ministro Cristiano Zanin, do STF, atendeu pedido da campanha de Lula e estendeu por duas horas o prazo de votação em todo o território nacional. O TSE interrompeu a totalização dos votos e o Ministério Público Eleitoral havia se manifestado contra a medida.

O ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), prorrogou até as 19h, horário de Brasília, a votação do segundo turno em todo o país. A decisão liminar atendeu a um pedido da chapa do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que alegou dificuldade de eleitores para chegar aos locais de votação por falta de ônibus. Ele determinou que o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) dê cumprimento à medida.
O que diz a decisão
Na decisão, Zanin escreveu: "Considerando a gravidade dos fatos narrados, que chegaram ao conhecimento do Supremo Tribunal Federal em 16:32:49, da data de hoje, e diante da urgência evidente na medida, determino prorrogação por duas horas, até as 19h, horário de Brasília, do encerramento do recebimento dos votos, em todas as seções de todo o Brasil".
O despacho foi assinado às 17h01, um minuto depois do encerramento oficial da votação.
Ministério Público Eleitoral era contra
Em parecer enviado ao TSE às 17h01, o vice-procurador-geral eleitoral Alexandre Espinosa sustentou que o horário fixado em lei deve ser mantido. Ele escreveu que, "a despeito da gravidade das notícias veiculadas", os fatos devem ser apurados com a responsabilização dos envolvidos, inclusive quanto a eventual abuso de poder.
A campanha de Flávio Bolsonaro (PL) também havia pedido ao TSE a prorrogação do horário em alguns locais do país.
Apuração pausada e reações
Com a decisão, o TSE interrompeu a totalização dos votos e, ao anunciar a pausa, ainda não havia informado um novo horário para a retomada. A suspensão não significa cancelamento dos votos registrados nas urnas.
O advogado Marco Aurélio Carvalho, um dos coordenadores da campanha de Lula, disse que aplaude "a decisão da Justiça brasileira de garantir o direito sagrado que é o direito de voto" e afirmou que não se pode permitir que "se ganhe no tapetão, se perca no tapetão".
O prefeito de Salvador, Bruno Reis, atribuiu o atraso dos ônibus à retirada de adesivos eleitorais dos veículos e afirmou que a operação foi normalizada pela manhã. No Distrito Federal, o TRE informou que não haverá prorrogação, por falta de tempo para avisar todas as seções, e que a contagem dos votos segue normalmente, já que nenhum documento oficial do TSE havia chegado ao órgão.
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31/10/2026






