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Voo que levou Flávio Bolsonaro a Miami foi pago por intermediário a partir de conta nos EUA, diz dono do jato

O empresário argentino dono da companhia que operou o jato afirma ter sido contratado por um intermediário que vive nos Estados Unidos e que transferiu US$ 150 mil. Ele diz não saber quem foi o contratante final.

Redação MNPolítica2 min de leitura
Voo que levou Flávio Bolsonaro a Miami foi pago por intermediário a partir de conta nos EUA, diz dono do jato
Foto: Reprodução

O voo que levou o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e a família da Argentina a Miami foi contratado e pago por um intermediário do setor aeronáutico, por meio de uma conta bancária nos Estados Unidos. A informação foi dada nesta sexta-feira (30) pelo empresário argentino Luis Grande, dono da Baires Fly, empresa que opera o jato.

O que diz o dono da empresa

Grande afirmou que foi contratado por um broker, como são chamados os intermediários que vendem voos fretados, que ele conhece há dez anos e que mora nos Estados Unidos. Segundo o empresário, o intermediário transferiu US$ 150 mil (cerca de R$ 800 mil) de uma conta em um banco americano. Ele se recusou a revelar a identidade do broker e disse não conhecer o contratante final.

De acordo com Grande, o voo foi solicitado para segunda-feira (26), adiado e realizado na madrugada de quarta-feira (28). Flávio, a esposa e as duas filhas partiram às 0h22 do aeroporto de Puerto Iguazú, na Argentina, depois de passarem pelo controle migratório por terra, segundo autoridades argentinas.

Contexto

O senador deixou o país depois de o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, determinar a entrega dos passaportes e proibir a saída do território nacional. Flávio é investigado em inquéritos sobre suspeitas de lavagem de dinheiro e nega irregularidades. Ele também não reconheceu a vitória do presidente Lula (PT) na eleição de domingo (25).

Relatos da imprensa americana apontam que um assessor do presidente Donald Trump teria providenciado o jato. A Casa Branca não se pronunciou sobre o assunto.

A Baires Fly é citada em uma investigação sobre lavagem de dinheiro envolvendo contratos públicos de medicamentos e insumos médicos na Argentina.

Versão do senador

Em nota divulgada dos Estados Unidos, Flávio afirmou que não fugiu do país. "Não fugi do Brasil, eu saí pelo Brasil, saí de um regime de exceção para poder ser o líder que o meu povo merece", declarou. Ele sustenta que a saída foi uma estratégia política para evitar o que descreve como perseguição judicial.

Ainda não está esclarecido como o senador se deslocou de Brasília até a fronteira com a Argentina.

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