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Volkswagen tem prejuízo operacional de US$ 6,59 bilhões no 3º trimestre, o pior resultado em mais de uma década

A maior montadora da Europa registrou prejuízo operacional de 5,9 bilhões de euros entre julho e setembro, afetado por baixa contábil ligada à Porsche. A empresa prepara uma reestruturação que inclui o corte de 100 mil empregos.

Redação MNEconomia2 min de leitura
Volkswagen tem prejuízo operacional de US$ 6,59 bilhões no 3º trimestre, o pior resultado em mais de uma década
Foto: Reprodução

A Volkswagen aprofundou o prejuízo no terceiro trimestre de 2026 e registrou o pior resultado em mais de uma década, segundo o balanço divulgado nesta quinta-feira (29). A empresa é a maior montadora da Europa e a segunda maior do mundo.

Os números do trimestre

O prejuízo operacional foi de 5,9 bilhões de euros (US$ 6,59 bilhões). O resultado foi afetado por itens extraordinários de cerca de 8 bilhões de euros, em grande parte ligados a uma baixa contábil no valor da participação do grupo na Porsche. A receita de vendas caiu 6% no período, para 75,3 bilhões de euros. Após a divulgação, as ações da companhia recuavam cerca de 2%.

O diretor financeiro, Arno Antlitz, disse em declaração em vídeo que os resultados dos nove meses mostram que a empresa não pode "se dar ao luxo de perder tempo" e precisa agir "com rapidez e determinação". Antlitz afirmou ainda que, mesmo antes dos itens extraordinários, a margem operacional dos nove primeiros meses foi de apenas 3,8%, o que ele classificou como insuficiente a longo prazo.

Reestruturação e pressões

O presidente-executivo, Oliver Blume, planeja cortar 100 mil empregos em todo o grupo, que inclui as marcas Audi e Porsche. Até quatro fábricas na Alemanha correm risco de fechamento, de acordo com o plano, que enfrenta forte oposição dos sindicatos e pode provocar greves a partir do início do próximo ano.

A montadora enfrenta concorrência acirrada de fabricantes chineses na China, bilhões em custos anuais com tarifas e gastos elevados na expansão dos veículos elétricos na Europa, onde os rivais chineses também ganham espaço. No mês passado, a Volkswagen já havia sinalizado custos extraordinários de 10 bilhões de euros e reduzido a previsão de margem de lucro para 2026 para, no máximo, 1%.

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