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TRAMA GOLPISTA

Valdemar Costa Neto admite planejamento de golpe no fim do governo Bolsonaro

Presidente do PL defende anistia a condenados pelo 8 de Janeiro e afirma que planejar ruptura institucional não deveria ser considerado crime pela legislação brasileira.

Redação MNPolítica3 min de leitura
Valdemar Costa Neto admite planejamento de golpe no fim do governo Bolsonaro
Foto: Ministério da Notícia

O presidente do PL, Valdemar Costa Neto, admitiu nesta quarta-feira (7) que houve planejamento de golpe de Estado no final do governo de Jair Bolsonaro. Em entrevista concedida nesta manhã, o dirigente afirmou que a articulação de fato existiu, mas minimizou a gravidade do ato. Segundo ele, o grupo recuou ao perceber que a estratégia estava errada e decidiu parar no meio do caminho.

Valdemar defendeu abertamente a concessão de anistia para todos os envolvidos nos ataques de 8 de Janeiro. O político argumentou que o planejamento de um golpe não deveria ser tratado como crime pela Justiça brasileira. Ele comparou a situação ao planejamento de um assassinato que não chega a ser executado ou tentado pelo autor.

Durante a conversa, o dirigente demonstrou otimismo com a possível vitória de Flávio Bolsonaro (PL) no segundo turno da eleição presidencial. Ele acredita que um eventual governo do senador poderia anistiar Jair Bolsonaro, que atualmente cumpre prisão domiciliar. Valdemar ressaltou que o ex-presidente participaria da gestão apenas de forma informal, sem ocupar um cargo oficial na estrutura do Estado.

O presidente do PL reagiu com irritação ao ser questionado sobre a possibilidade de novas tentativas de golpe em um governo de Flávio Bolsonaro. Inicialmente, ele respondeu que não sabia sobre o risco de o senador repetir as ações do pai. Logo depois, Valdemar negou a hipótese e citou as punições sofridas por Jair Bolsonaro como um forte desestímulo para novas aventuras autoritárias.

Investigações e condenações

As investigações da Polícia Federal revelaram a existência do plano Punhal Verde e Amarelo, que previa o assassinato de autoridades. Entre os alvos estavam o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o vice Geraldo Alckmin e o ministro Alexandre de Moraes. Militares das Forças Especiais chegaram a monitorar os passos de Moraes em dezembro de 2022 para avaliar uma possível prisão ou execução.

Até o momento, a Justiça condenou 1.402 pessoas por crimes relacionados aos atos antidemocráticos e à tentativa de golpe. O núcleo de planejamento identificado pela polícia inclui generais como Walter Braga Netto, Paulo Sérgio Nogueira e Augusto Heleno. Também figuram na lista o ex-diretor da Abin, Alexandre Ramagem, e o próprio ex-presidente Jair Bolsonaro.

Valdemar também comentou as propostas de Flávio Bolsonaro para alterar a Constituição Federal em um eventual mandato. O senador pretende acabar com a reeleição e promover mudanças profundas no sistema tributário brasileiro para reduzir impostos. Sobre o impeachment de ministros do Supremo Tribunal Federal, o dirigente afirmou que o tema deve ser debatido exclusivamente pelo Congresso Nacional.

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