TSE proíbe campanhas de associar Lula e Flávio Bolsonaro ao crime
Tribunal derruba propagandas com conexões genéricas a facções e critica aumento de 217% na judicialização das eleições em comparação ao pleito anterior.

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) fixou nesta terça-feira (13) limites para as campanhas de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL). O plenário decidiu que os candidatos não podem associar adversários ao crime organizado de forma genérica. Os ministros derrubaram propagandas que estabeleciam conexões com facções sem o devido contexto político.
Uma das peças publicitárias suspensas apresentava o presidente Lula como protetor e amigo de organizações criminosas. O vídeo citava especificamente o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV). A defesa do petista argumentou que o conteúdo criava uma narrativa inverídica para desequilibrar o processo eleitoral e ofender a honra do candidato.
No caso de Flávio Bolsonaro, o tribunal barrou postagens de deputados aliados de Lula que insinuavam relações com milicianos e traficantes. O TSE considerou ilegais imagens que vinculavam o senador a nomes como Ronald Paulo Alves Pereira, condenado pelo assassinato de Marielle Franco, e Gutemberg Fonseca. Os ministros entenderam que essas associações extrapolavam a crítica política legítima e atacavam a imagem do parlamentar.
A Corte manteve a legalidade de algumas críticas baseadas em fatos da vida pública de Flávio Bolsonaro. Foram consideradas permitidas as menções a Daniel Vorcaro e ao ex-policial Adriano da Nóbrega, citando familiares que trabalharam na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj). Como as postagens originais estavam em formato de carrossel, os ministros derrubaram o conjunto, mas autorizaram a republicação individual dos trechos lícitos.
Judicialização das eleições
O presidente do TSE, Kassio Nunes Marques, alertou para a judicialização excessiva da disputa atual. Os dados apresentados mostram que o número de ações no tribunal já supera em 217% o volume registrado no mesmo período da eleição passada. O ministro cobrou que as campanhas priorizem a apresentação de propostas e debates reais aos eleitores em vez de focar em batalhas judiciais.
O ministro André Mendonça reforçou que falas públicas estão sujeitas a críticas, mas não podem ser usadas sem contexto fático. Ele explicou que a ligação direta com facções criminosas representa um salto indevido na interpretação de declarações originais. A decisão estabelece um padrão que deve ser seguido por toda a magistratura nacional durante o restante do período eleitoral.
Quer a sua marca aqui? Anuncie no Ministério da Notícia
Leia também
- DISPUTA POLÍTICA
Tarcísio diz que Boulos distorce dados sobre o diesel e rebate crítica ao aumento do ICMS
O governador de São Paulo afirmou que o ministro Guilherme Boulos usa informações distorcidas ao criticar a alta do diesel, e lembrou que o reajuste do ICMS foi aprovado por unanimidade no Confaz.
há 1 hora
- SENADO
Carlos Bolsonaro visita o pai e reafirma apoio a Rogério Marinho para presidir o Senado
Senador eleito por Santa Catarina, Carlos Bolsonaro (PL) disse após visita a Jair Bolsonaro que o candidato do grupo na eleição do Senado é Rogério Marinho. Ele também relatou preocupação com a saúde do pai.
há 23 horas
- AJUSTE FISCAL
Boulos fala em "chantagem do mercado" sobre ajuste fiscal e defende cortes em desonerações e supersalários
O ministro da Secretaria-Geral da Presidência afirmou que o ajuste do próximo governo deve mirar privilégios, e não políticas para os mais pobres. Ele citou cerca de R$ 600 bilhões anuais em desonerações.
31/10/2026






