TSE nega ter mandado tirar canais de WhatsApp do ar e cobra regras iguais das plataformas no segundo turno
Em nota, o tribunal afirmou que os despachos sobre o canal "Exército do Lula" apenas pedem informações em prazo curto. A Meta tem até cerca das 18h desta sexta (23) para entregar relatório técnico.

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) afirmou nesta sexta-feira (23) que não há decisão da Justiça Eleitoral determinando a retirada de canais de WhatsApp do ar. O tribunal também pediu que as plataformas digitais adotem as mesmas regras e medidas em relação às campanhas dos candidatos que disputam o segundo turno, no próximo domingo (25).
O que diz a nota
"O TSE não determinou a retirada de nenhum canal de WhatsApp do ar. Os prazos dos processos de propaganda são sempre curtos. Ilações a partir desses despachos que pedem informação em tempo curto são absolutamente indevidas", diz o texto divulgado pela corte.
O pedido que originou o caso
A nota se refere a decisão do presidente do tribunal, ministro Nunes Marques, que pediu à área técnica da Meta, dona do WhatsApp, do Instagram e do Facebook, uma análise sobre o canal "Exército do Lula", liderado pelo deputado federal André Janones (Rede-MG). O ministro atendeu a pedido da campanha de Flávio Bolsonaro (PL), que alega haver divulgação de desinformação contra o adversário, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Pela determinação, a Meta deve apresentar um relatório em até 24 horas, prazo que termina por volta das 18h desta sexta. Na semana passada, Nunes Marques chegou a determinar a suspensão do canal.
Reunião com as plataformas
Na manhã desta sexta, ministros do TSE responsáveis pela área de propaganda eleitoral se reuniram com representantes da Meta e das plataformas X, Google, TikTok e Kwai no Brasil. Os textos disponíveis não trazem manifestação da campanha de Lula nem de Janones sobre o episódio.
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31/10/2026






