Editorial da The Economist avalia o primeiro turno e aponta oportunidades e riscos para o próximo governo
Em texto de opinião publicado na terça-feira (6), a revista britânica diz que há motivos para rejeitar o PT e também para temer os rumos da direita; vê chance de reforma fiscal com o novo Congresso.

Fachada do Palácio do Congresso Nacional, em Brasília. Foto de arquivo: Agência Senado.
A revista britânica The Economist publicou, na terça-feira (6), um editorial com o título "O Brasil é um país de direita agora", sobre o resultado do primeiro turno da eleição presidencial, realizado em 4 de outubro. Flávio Bolsonaro (PL) terminou na frente e disputa o segundo turno, em 25 de outubro, contra o presidente Lula (PT). O texto é uma opinião editorial da revista, e não uma reportagem, e traz avaliações sobre os dois lados do cenário político.
O que a revista diz sobre o PT
Segundo o editorial, o PT dominou a política nacional por boa parte dos últimos 25 anos, e esse ciclo terminou. A revista afirma que os brasileiros têm razões para rejeitar o partido, e cita políticas que não deram certo, corrupção e a falta de novas lideranças.
O que a revista diz sobre a direita e os Bolsonaro
O editorial afirma que o PL elegeu a maior bancada da Câmara desde a Constituição de 1988, com 121 deputados, e é o maior partido em São Paulo, no Rio de Janeiro e em Minas Gerais, que juntos respondem por mais da metade do Produto Interno Bruto (PIB). A revista também cita que casas de apostas veem grande chance de vitória de Flávio e avalia que, mesmo em caso de derrota, o resultado já seria uma vitória da direita alinhada ao movimento MAGA, dentro de uma onda de vitórias de partidos de direita na América Latina.
Ao mesmo tempo, a revista critica a família Bolsonaro. Diz que ela mostra pouca disposição para abrir mão de despesas no presente, projeta mais polarização e pressão sobre instituições democráticas, e afirma que os Bolsonaro buscarão vingança, citando a promessa de campanha de Flávio de libertar o pai, Jair Bolsonaro. Segundo o texto, muitos candidatos ao Senado defendem tirar do cargo ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) que atuaram no processo contra Jair Bolsonaro.
A oportunidade fiscal
O editorial avalia que o novo Congresso abre espaço para arrumar as contas públicas, hoje frágeis. Para a revista, alterar as regras que fazem os gastos crescerem cada vez mais ajudaria a segurar a dívida, a baixar os juros e a destravar investimentos e crescimento.
A conclusão
A revista encerra dizendo que os brasileiros têm motivos para rejeitar o PT, mas também para temer os rumos que essa rejeição pode tomar. O texto reflete a opinião da publicação.
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31/10/2026






