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POLÍTICA

TCE-MG suspende repasse de R$ 32 milhões de estatais a clubes de futebol mineiros

A liminar atende a representação do governador eleito Cleitinho Azevedo e proíbe patrocínios de Cemig, Codemig e outras empresas ao Cruzeiro, ao Atlético e ao América até a análise do mérito.

Redação MNPolítica2 min de leitura
TCE-MG suspende repasse de R$ 32 milhões de estatais a clubes de futebol mineiros
Foto: Reprodução

O Tribunal de Contas de Minas Gerais (TCE-MG) determinou a suspensão do pagamento de R$ 32 milhões de estatais mineiras a clubes de futebol do estado. A decisão atende a uma representação do governador eleito, Cleitinho Azevedo (Republicanos), e tem caráter liminar, ou seja, não é um julgamento definitivo sobre a legalidade dos patrocínios.

O que decidiu o tribunal

O conselheiro em exercício Licurgo Mourão reconheceu indícios relevantes que justificam a intervenção preventiva. A liminar determina que as empresas se abstenham de assinar contratos de patrocínio com clubes de futebol mineiros até a conclusão da análise de mérito ou eventual revogação da medida. Se os contratos já tiverem sido formalizados, ficam suspensos pagamentos, transferências e outros desembolsos. As empresas têm 48 horas para comprovar o cumprimento, sob pena de multa diária.

A representação questionou patrocínios envolvendo Cemig, Codemge, Codemig e Invest Minas, destinados a Cruzeiro, Atlético Mineiro e América. Entre os pontos levantados estavam a ausência de estudos técnicos, a falta de critérios objetivos para definir os valores e possíveis irregularidades no uso dos recursos. O magistrado também apontou dúvidas sobre a compatibilidade dos patrocínios com os objetivos das estatais e sobre a necessidade de comprovar o retorno empresarial.

O argumento do governador eleito

Cleitinho disse, em vídeo nas redes sociais, que não é contra o futebol, mas questionou por que estatais como Cemig e Codemig devem patrocinar times privados. Ele citou a transição de governo, na qual a atual gestão, segundo ele, admite que pode faltar dinheiro para pagar servidores a partir de janeiro, e relatou falta de merenda nas escolas. Chamou a medida de eleitoreira, por ter sido autorizada pelo atual governador, Mateus Simões (PSD), durante a campanha de reeleição.

Minas renegociou a dívida com a União pelo Programa de Pleno Pagamento de Dívidas dos Estados (Propag), com saldo devedor de R$ 179,3 bilhões refinanciado por 30 anos. A equipe de Cleitinho afirma que o estado encerrou 2025 com caixa líquido negativo de R$ 11,3 bilhões.

Sem manifestação

O texto lido não traz manifestação do governo estadual, das estatais ou dos clubes sobre a decisão.

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