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ELEIÇÕES

Tarcísio admite pela primeira vez possibilidade de disputar a Presidência em 2030

O governador de São Paulo disse que terminar bem o segundo mandato "abre uma possibilidade" de candidatura. Na mesma entrevista, afirmou ter aconselhado Flávio Bolsonaro a ficar no Brasil.

Redação MNPolítica2 min de leitura
Tarcísio admite pela primeira vez possibilidade de disputar a Presidência em 2030
Foto: Reprodução

O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), disse pela primeira vez que é possível concorrer à Presidência da República em 2030. Em entrevista concedida no Palácio dos Bandeirantes e publicada nesta quinta-feira (29), afirmou que terminar bem o segundo mandato "obviamente abre uma possibilidade". "Mas isso é uma coisa que você avalia em grupo, não sozinho", declarou.

Religião e projetos

Tarcísio acrescentou que leva a dimensão espiritual às suas decisões. "Eu acredito muito na vontade do Senhor. Quando Deus abre uma porta, aquele projeto é de Deus", disse. Ao ser questionado sobre o vídeo em que reconheceu o resultado das eleições, interpretado por parte da classe política como sinal de disposição presidencial, respondeu que o foco é cumprir os compromissos com São Paulo e citou a entrega de 14 hospitais no primeiro mandato e 20 unidades em construção.

Na parte econômica, criticou o que chamou de incoerência fiscal do governo federal e alertou: "Alguma coisa precisa ser feita, porque senão a gente corre o risco real de entrar em recessão".

Conselho a Flávio Bolsonaro

O governador afirmou ainda que ele, advogados e Rogério Marinho aconselharam Flávio Bolsonaro (PL) a permanecer no Brasil após a derrota na disputa presidencial, no domingo (25). Disse ser "muito difícil julgar" a decisão do aliado de deixar o país depois de o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, determinar a apreensão de seu passaporte.

Segundo Tarcísio, na reunião de segunda-feira (26), um dia após o resultado, a orientação foi que Flávio pedisse a cassação da chapa de Lula e Geraldo Alckmin por abuso de poder político e econômico, em vez de questionar o resultado das urnas. "Se você entende, e eu entendo, que houve abuso de poder político e econômico, você tem uma forma de recorrer à justiça contra isso", disse, ao citar as ações da Justiça Eleitoral. A afirmação sobre abuso de poder é opinião do governador.

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