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GUERRA NA UCRÂNIA

Sobe para 53 o número de mortos em ataque russo a ponto de distribuição de ajuda no sul da Ucrânia

O governador interino de Zaporíjia informou que o bombardeio de segunda-feira (2) matou 53 pessoas. Antes, o serviço de emergência ucraniano contabilizava 50 mortes.

Redação MNMundo2 min de leitura
Sobe para 53 o número de mortos em ataque russo a ponto de distribuição de ajuda no sul da Ucrânia
Foto: Reprodução

O número de mortos no bombardeio russo contra um ponto de distribuição de ajuda humanitária na região de Zaporíjia, no sul da Ucrânia, subiu para 53, informou nesta sexta-feira (6) o governador interino da região, Mykhailo Semikin. Em publicação no Telegram, ele disse que os trabalhos de busca e resgate no local, na vila de Komyshuvakha, entraram no quinto dia. O ataque, ocorrido na segunda-feira (2), é um dos mais mortais contra civis neste ano.

Balanço anterior

Mais cedo, o Serviço de Situações de Emergência da Ucrânia havia atualizado a contagem de 40 para 50 mortos. O órgão afirmou que, apesar das condições difíceis e da ameaça constante de novos ataques russos, as operações de busca e resgate continuam. Equipes de socorro ainda procuram corpos sob os escombros do edifício atingido, que fica a cerca de 15 quilômetros da linha de frente.

Acusações e silêncio de Moscou

A missão de observação da ONU na Ucrânia acusou o Exército russo, na terça-feira (3), de saber que ocorria uma distribuição humanitária no local ou de não ter tomado as medidas mais elementares para se certificar disso antes de atacar. O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, classificou o episódio como "ataque horrível" e disse que ele ocorreu justamente quando deveriam ser retomadas as negociações com Moscou.

As autoridades russas não fizeram comentário oficial sobre o ataque. Blogueiros militares russos afirmaram que o prédio atingido abrigava um ponto de deslocamento temporário de operadores de drones ucranianos, informação que não foi confirmada por fonte oficial.

Energia e negociações

Durante a noite e na manhã desta sexta-feira, ataques russos à infraestrutura de energia causaram novos cortes de luz em sete regiões ucranianas: Vinnytsia, Dnipropetrovsk, Jitomir, Zaporíjia, Kiev, Kharkiv e Chernihiv. O vice-ministro da Energia, Artem Nekrasov, disse que a situação segue mais difícil na região da capital e que a concessionária precisou impor restrições à rede.

Negociações diplomáticas mediadas pelos Estados Unidos estão previstas para 10 e 11 de novembro em Abu Dhabi. Na quinta-feira (5), representantes russos e ucranianos se reuniram na Casa Branca com a primeira-dama americana, Melania Trump, que defendeu um cessar-fogo mais duradouro entre os dois países.

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