Sob pressão por união em torno de Flávio, Zema e Caiado mantêm candidaturas
Aliados do candidato do PL pediram que os dois deixassem a disputa antes do primeiro turno. Caiado disse que não existe hipótese de desistência, e Zema afirmou que segue firme até o fim, mas liberou candidatos do Novo para apoiar Flávio.

Romeu Zema (Novo) e Ronaldo Caiado (PSD) mantêm suas candidaturas à Presidência da República, apesar da pressão de aliados de Flávio Bolsonaro (PL) para que os dois deixem a disputa antes do primeiro turno, marcado para este domingo (4). A ideia dos bolsonaristas é concentrar os votos da direita no candidato do PL contra o presidente Lula (PT), que tenta a reeleição. Nos últimos dias, os dois deram respostas públicas recusando a desistência.
Na segunda-feira (28), Flávio telefonou para Zema para falar do cenário eleitoral e de uma possível união da direita já no primeiro turno, segundo a CNN Brasil. Aliados do senador descreveram a conversa como amigável e disseram aguardar uma definição do ex-governador de Minas Gerais. A Folha de S.Paulo chegou a noticiar que Zema avaliava deixar a corrida.
Caiado respondeu em mensagem enviada ao Metrópoles, também na segunda. "Posso responder por mim. Não existe qualquer hipótese de desistência. Tá entendido?", escreveu o ex-governador de Goiás. A assessoria de Zema não confirmou nem negou a possibilidade de acordo naquele momento.
A resposta de Zema veio nas redes sociais. "Sigo firme até o fim. Em busca do que muitos dizem ser impossível", publicou. Ele lembrou a eleição de 2018 em Minas, quando disse ter saído de 5% para 45% na última semana, e afirmou que "fica muito feio para um time sair de campo antes do jogo acabar". Na pesquisa AtlasIntel divulgada na terça-feira (29), Zema tinha 0,9% das intenções de voto, contra 45,3% de Lula e 42,2% de Flávio.
Mesmo sem desistir, Zema autorizou candidatos do Novo a declarar apoio a Flávio no primeiro turno, segundo a CNN Brasil. A candidata a deputada federal Marina Helena, de São Paulo, foi uma delas. "Fiz questão de conversar com o Romeu Zema, do meu partido, antes de fazer esse anúncio. Tomei a decisão porque precisamos tentar nos livrar do Lula já, no primeiro turno", disse. O vice de Zema, o senador Eduardo Girão, afirmou que "em hipótese alguma" a chapa vai desistir.
A discussão sobre união da direita não é nova. Em 25 de abril, Zema e Caiado dividiram o palco da Expozebu, em Uberaba (MG), e prometeram apoio mútuo a quem chegasse ao segundo turno. "O que for vai ter o apoio do outro e acabou. A nossa meta é vencer o PT em 2026", disse Caiado na ocasião. Trechos desse encontro voltaram a circular nas redes, mas o compromisso firmado em abril tratava do segundo turno, e não de uma desistência antes do primeiro.
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31/10/2026






