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PETRÓLEO

Shell tem lucro de US$ 10,81 bilhões no 3º trimestre, o maior desde 2022, e eleva recompra de ações para US$ 5 bilhões

A petroleira britânica quase dobrou o lucro em relação ao mesmo período de 2025, impulsionada por preços de energia e margem de refino recorde em meio à guerra no Oriente Médio. O programa trimestral de recompra de ações subiu de US$ 3 bilhões para US$ 5 bilhões.

Redação MNEconomia2 min de leitura
Shell tem lucro de US$ 10,81 bilhões no 3º trimestre, o maior desde 2022, e eleva recompra de ações para US$ 5 bilhões
Foto: Reprodução

A Shell divulgou nesta quinta-feira (29) lucro líquido de US$ 10,81 bilhões no terceiro trimestre de 2026, o maior resultado trimestral desde 2022. O valor ficou acima da estimativa média dos analistas, de US$ 10,33 bilhões, e quase dobrou na comparação com os US$ 5,43 bilhões do mesmo período do ano anterior.

O que impulsionou o resultado

Segundo os dados da empresa, os preços de energia elevados pela guerra no Oriente Médio, já em seu nono mês, e as margens de refino recordes ajudaram o desempenho. A margem de refino da Shell chegou a US$ 42 por barril, contra US$ 11,6 um ano antes e US$ 24 no trimestre anterior.

O negócio integrado de gás teve lucro de US$ 3,04 bilhões (expectativa de US$ 2,93 bilhões), e a área de exploração e produção (upstream) somou US$ 3,19 bilhões (previsão de US$ 3,10 bilhões). O fluxo de caixa operacional, sem as variações de capital de giro, subiu de US$ 12,24 bilhões para US$ 21,7 bilhões, acima dos US$ 18,18 bilhões esperados.

Recompra de ações

A companhia ampliou o programa trimestral de recompra de ações de US$ 3 bilhões para US$ 5 bilhões. É o segundo maior da história da empresa, atrás apenas do de US$ 6 bilhões lançado no segundo trimestre de 2022. As ações subiam 2,9% no início do pregão, contra alta de 0,7% de um índice mais amplo de empresas europeias de energia.

A produção de petróleo e gás caiu 17% nos nove primeiros meses de 2026 em relação ao ano anterior, principalmente porque o conflito no Oriente Médio reduziu os volumes vindos do Catar. Os volumes de liquefação de gás natural (GNL) subiram 12%, com a expansão da LNG Canada, em parte compensada pela interrupção no Catar.

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