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CRISE NO PARAGUAI

Senado do Paraguai se constitui em tribunal e marca para sexta a defesa de Peña no impeachment

O Senado paraguaio abriu sessão extraordinária como tribunal para julgar o impeachment de Santiago Peña, que deve apresentar sua defesa na sexta-feira (6), a partir das 10h. O presidente afirmou que se defenderá "com argumentos e provas".

Redação MNMundo2 min de leitura
Senado do Paraguai se constitui em tribunal e marca para sexta a defesa de Peña no impeachment
Foto: Reprodução

O Senado do Paraguai abriu, na noite desta quinta-feira (5), uma sessão extraordinária constituída formalmente como tribunal para conduzir o processo de impeachment contra o presidente Santiago Peña. A sessão foi aberta às 19h50, no horário local, e os parlamentares designados para a acusação passaram a detalhar os pontos da denúncia no plenário.

Defesa na sexta-feira

Os senadores decidiram que Peña deverá comparecer para exercer seu direito de defesa na sexta-feira (6), a partir das 10h. Em publicação na rede social X, o presidente afirmou que, diante da continuidade do julgamento político, vai se apresentar e se defender "com argumentos e provas, com respeito à Constituição e às instituições da República". Peña pediu ainda que os paraguaios preservem "a calma e a paz" e disse que o pagamento aos afetados pela crise não pode depender do que acontecer com ele.

Como se chegou à sessão

Mais cedo, a Câmara dos Deputados aprovou por unanimidade, com 78 votos, a abertura do processo de impeachment contra Peña. O presidente havia apresentado uma carta de renúncia, mas a sessão do Congresso que decidiria sobre o pedido foi suspensa por falta de quórum, depois que deputados do Partido Colorado, o mesmo de Peña, deixaram o plenário. Para ter validade, a renúncia precisa ser aceita pelas duas Casas, e por isso Peña segue no cargo.

A oposição defendia rejeitar a renúncia e seguir com o impeachment, argumentando que a saída voluntária permitiria a Peña assumir uma vaga de senador vitalício, com imunidade parlamentar. Já a base governista propunha aceitar a renúncia para empossar o vice, Pedro Alliana.

O motivo da crise

O processo decorre do caso do Ueno Bank, que fechou as portas na terça-feira (3), depois que o Banco Central do Paraguai iniciou sua liquidação por déficit nos índices de solvência ligado a empréstimos a empresas vinculadas. Peña foi acionista do grupo controlador até março de 2025. A oposição o acusa de conflito de interesses, manipulação regulatória, desvio de recursos previdenciários e encobrimento institucional. Peña afirmou que os responsáveis pelas irregularidades responderão perante a Justiça e prometeu fornecer as informações que lhe forem solicitadas.

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