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CRISE NO PARAGUAI

Ministério Público do Paraguai abre investigação contra Peña por suspeitas ligadas ao Ueno Bank

Três procuradores vão apurar suspeitas de irregularidades com recursos públicos depositados no banco e a relação do presidente com empresas do grupo. A abertura da investigação não significa acusação formal.

Redação MNMundo2 min de leitura
Ministério Público do Paraguai abre investigação contra Peña por suspeitas ligadas ao Ueno Bank
Foto: Reprodução

O Ministério Público do Paraguai abriu nesta quinta-feira (5) uma investigação criminal contra o presidente Santiago Peña para apurar suspeitas de irregularidades envolvendo recursos públicos depositados no Ueno Bank e a relação do mandatário com empresas ligadas ao grupo financeiro. O procurador-geral do Estado, Emiliano Rolón, determinou a formação de uma equipe da Unidade Especializada em Crimes Econômicos e Anticorrupção.

Quem vai investigar

Três procuradores foram designados: Elena Fiore Franco, Silvia González Vöster e Christian Manuel Cáceres. A coordenação fica com a procuradora-adjunta Nancy Salomón Marín. O Ministério Público também pediu relatórios financeiros e societários à Secretaria de Prevenção à Lavagem de Dinheiro (Seprelad) sobre 27 denunciados e 20 empresas.

A denúncia da oposição

A investigação foi aberta depois que parlamentares da oposição apresentaram denúncia contra Peña e iniciaram o processo de impeachment. A oposição acusa o presidente de conflito de interesses, manipulação regulatória, desvio de recursos previdenciários e encobrimento institucional por parte do Banco Central. Os parlamentares apontam suspeitas de enriquecimento ilícito, lavagem de dinheiro, tráfico de influência e administração fraudulenta, e citam possíveis divergências nas declarações de patrimônio entre 2017 e 2023.

Peña foi acionista, até março do ano passado, do grupo dono do banco, que tinha cerca de 3 milhões de clientes e concentrava aproximadamente US$ 850 milhões em depósitos públicos, incluindo recursos do Instituto de Previdência Social (IPS). A denúncia pede também a apuração de integrantes do conselho do Banco Central e de órgãos que mantinham dinheiro no Ueno, como Itaipu, Yacyretá, a estatal ANDE e o Ministério da Economia e Finanças.

A abertura da investigação não significa que Peña tenha sido formalmente acusado nem que os crimes tenham sido comprovados. Os textos lidos não trazem manifestação da defesa do presidente sobre a denúncia.

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