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VAREJO / DÍVIDAS

RiHappy pede recuperação extrajudicial para renegociar dívidas de R$ 827,4 milhões

A maior varejista de brinquedos do país protocolou o pedido no domingo (18), 48 dias após mudar de controlador. A empresa diz que lojas e canais digitais seguem funcionando normalmente.

Redação MNEconomia2 min de leitura
RiHappy pede recuperação extrajudicial para renegociar dívidas de R$ 827,4 milhões
Foto: Reprodução

O pedido

O Grupo RiHappy protocolou no domingo (18), no Tribunal de Justiça de São Paulo, um pedido de homologação de plano de recuperação extrajudicial para renegociar dívidas que somam R$ 827,4 milhões. O pedido envolve as seis empresas do grupo, entre elas as redes RiHappy e PB Kids, a importadora New Toys e a Divertudo, de recreação infantil e casas de festa dentro das lojas.

O protocolo ocorre 48 dias depois de o grupo mudar de dono, com a aquisição pela BluSun Capital Partners. O grupo tem cerca de 300 lojas no país, entre franquias e operações próprias, faturamento médio anual de R$ 1,2 bilhão e cerca de 2,6 mil funcionários.

Os motivos apontados pela empresa

Em comunicado, a administração afirmou que o grupo precisa de uma "reestruturação ordenada de seu passivo". Entre as causas, citou juros elevados, mudanças no consumo, efeitos da pandemia, alavancagem financeira, restrição de crédito aos consumidores, alta carga tributária e a concorrência de produtos asiáticos mais baratos vendidos em plataformas como Shopee e AliExpress.

No processo, o grupo lembra que contratou em 2023 uma consultoria para renegociar um passivo bancário de R$ 292 milhões, mas argumenta que a recuperação da economia e do mercado não ocorreu como se esperava. Segundo o texto, o pagamento das dívidas tornou-se incompatível com o fluxo de caixa.

Próximos passos

De acordo com o processo, 42,38% dos créditos abrangidos já aderiram ao plano, patamar suficiente para a abertura do procedimento. Pela legislação, o grupo terá 90 dias para obter a adesão de 50% dos credores para que o plano seja homologado pela Justiça. A empresa diz que o pedido já conta com "expressiva adesão dos credores".

A administração informou que as lojas físicas e os canais digitais da RiHappy e da PB Kids seguem funcionando normalmente, com as equipes preparadas para a Black Friday e o Natal. O grupo foi fundado em 1998, com a primeira loja em São Paulo, e chegou a pedir registro para abrir capital em 2018, pedido que foi suspenso por incertezas do mercado.

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