Presidente do TSE diz que eleição teve "absoluta normalidade" e que questionamentos legais serão respondidos
Em nota divulgada nesta quarta-feira (28), o presidente do TSE, Kassio Nunes Marques, afirmou que o pleito transcorreu dentro da legalidade e que o eleitorado escolheu legitimamente seus representantes. A nota veio horas depois de carta do senador Flávio Bolsonaro contestando o resultado.

O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Kassio Nunes Marques, divulgou nesta quarta-feira (28) uma nota em que afirma que as eleições de 2026 "transcorreram dentro da mais absoluta normalidade e com respeito aos ditames legais e constitucionais". A manifestação ocorreu depois de o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), derrotado no segundo turno, publicar uma carta em que contesta o resultado.
O que diz a nota
Segundo o ministro, o eleitorado "foi às urnas e legitimamente escolheu seus representantes" no domingo (25). Nunes Marques ressaltou o compromisso da Justiça Eleitoral com a vontade soberana dos eleitores e classificou o pleito como o mais inclusivo da história da República brasileira.
O presidente do TSE também mencionou a instabilidade registrada na reta final da votação. Para ele, as medidas adotadas e a competência dos técnicos do tribunal permitiram avançar com a apuração e entregar uma eleição com segurança. A referência é à decisão do Supremo Tribunal Federal de estender a votação por duas horas.
Na nota, o ministro informou que "todos os questionamentos feitos dentro do devido processo legal serão analisados e respondidos". O texto agradece ainda o empenho de servidores públicos de todo o país, de mesários e das forças de segurança.
A carta de Flávio Bolsonaro
A nota não cita o senador nem a carta. No documento, divulgado em versões sucessivas, Flávio Bolsonaro alega fraude eleitoral, sem apresentar provas, e questiona a prorrogação do horário de votação determinada pelo ministro Cristiano Zanin. Uma primeira versão o apresentava como presidente eleito, e uma segunda, publicada cerca de uma hora depois, trocou o termo por "líder do Brasil". O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) venceu o segundo turno.
Flávio Bolsonaro deixou o Brasil na terça-feira (27) e chegou a Miami, nos Estados Unidos, depois de a Polícia Federal pedir a apreensão de seus passaportes, medida acatada pelo ministro Alexandre de Moraes, do STF. O senador afirma, na carta, que saiu do país por receio de perseguição política.
Nunes Marques foi indicado ao Supremo pelo ex-presidente Jair Bolsonaro, pai do senador.
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