Ir para o conteúdo
Ministério da Notícia
EXPORTAÇÕES AOS EUA

Preços mais altos sustentam alta das exportações brasileiras para os Estados Unidos

Vendas somaram US$ 3, 19 bilhões em agosto, impulsionadas pela valorização dos produtos, apesar de novas tarifas e queda no volume

Redação MNEconomia3 min de leitura
Preços mais altos sustentam alta das exportações brasileiras para os Estados Unidos

Imagem ilustrativa. Pilhas de contêineres de carga em tons de vermelho e azul em uma área industrial.

Foto: Barrett Ward / Unsplash

As exportações brasileiras para os Estados Unidos registraram alta de 12,1% em agosto, somando US$ 3,19 bilhões em meio à entrada em vigor de novas tarifas do governo Donald Trump. O crescimento foi sustentado principalmente pela valorização de 8,6% nos preços médios dos produtos comercializados. O diretor do Departamento de Estatísticas e Estudos de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Herlon Brandão, apresentou os dados da balança comercial. A alta em valor ocorreu mesmo com a queda de 3,1% no volume físico enviado ao mercado estadunidense no mês passado.

Entre os itens que mais impulsionaram o faturamento estão aeronaves, carne bovina, produtos inacabados de ferro ou aço, cal, cimento e materiais de construção, além de tubos de ferro ou aço, celulose e café. Aeronaves e carne bovina integraram a lista de exceções das novas taxas impostas por Washington. No acumulado de janeiro a agosto, as vendas totalizaram US$ 24,1 bilhões, o que representa queda de 9,7% em valor e de 13,6% em volume. As importações de produtos estadunidenses somaram US$ 27,31 bilhões no mesmo período, gerando um déficit comercial bilateral de US$ 3,21 bilhões.

Brandão destacou que pouco mais de 20% do fluxo comercial entre os dois países foi atingido pelas restrições tarifárias. O déficit com os Estados Unidos em agosto chegou a US$ 824 milhões, após compras brasileiras de US$ 4,01 bilhões, uma alta de 1,1% no mês. O representante do ministério avaliou que o cenário atual gera incertezas para os agentes econômicos e explicou que ainda é prematuro mensurar se haverá um redirecionamento efetivo das vendas brasileiras para outras nações.

Avanço nas vendas para a União Europeia

Enquanto o mercado estadunidense apresentou oscilações decorrentes das tarifas, as exportações brasileiras destinadas à União Europeia tiveram um forte crescimento em agosto. O valor total enviado aos países europeus alcançou US$ 5,82 bilhões, o que representa uma expansão de 46,4% na comparação com o mesmo mês do ano anterior. O volume físico embarcado para o bloco europeu também cresceu expressivamente, registrando alta de 30,3% no período. Os principais produtos responsáveis pelo resultado foram petróleo, cobre, soja, óleos combustíveis, café, tabaco e carne bovina.

O ministério atribuiu o desempenho a uma combinação de fatores mercadológicos e aos reflexos iniciais do acordo comercial entre o Mercosul e a União Europeia. Relatos de exportadores indicam que alguns setores já operam sob as regras do tratado comercial. Outros elementos que influenciaram o resultado foram a alta na demanda por combustíveis devido aos conflitos no Oriente Médio e a procura aquecida por cobre por parte do setor tecnológico internacional.

O resultado global da balança comercial brasileira em agosto fechou com superávit de US$ 7,39 bilhões, alta de 23,8% sobre o mesmo mês de 2025. No acumulado dos oito primeiros meses do ano, o saldo positivo atingiu US$ 55,32 bilhões, expansão de 28,2%. Os Estados Unidos figuraram como o único grande parceiro comercial a registrar saldo desfavorável para o Brasil no período avaliado.

WhatsAppSalvar

Leia também