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MERCADO DE PREVISÃO

Às vésperas do 1º turno, Flávio lidera apostas no Polymarket; pesquisas mostram disputa apertada

Plataforma de previsões dá vantagem ao candidato do PL sobre Lula, mas as cotações oscilam a cada hora, não seguem método de pesquisa e esse tipo de aposta é proibido no Brasil.

Redação MNPolítica2 min de leitura
Às vésperas do 1º turno, Flávio lidera apostas no Polymarket; pesquisas mostram disputa apertada
Foto: Ministério da Notícia

A um dia do primeiro turno da eleição presidencial, marcado para este domingo (4), o senador Flávio Bolsonaro (PL) aparece à frente do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no Polymarket, plataforma internacional de previsões. Nas cotações deste sábado (3), Flávio estava na casa dos 59% de probabilidade de vitória, contra cerca de 41% de Lula. Os demais candidatos não passam de 1%.

Uma semana de sobe e desce

Os números mudaram bastante nos últimos dias. Na manhã de quinta-feira (1º), Flávio chegou a 62% contra 37% de Lula, a maior diferença registrada entre os dois na plataforma até então. Na sexta (2), houve nova movimentação forte, e em alguns momentos a vantagem caiu para perto de 56% a 44%. A virada de Flávio no mercado aconteceu no início de setembro; até o meio do ano, Lula liderava com folga. Na Kalshi, outra plataforma do mesmo tipo, o cenário é parecido.

Aposta não é pesquisa

O Polymarket funciona como uma bolsa: os usuários compram e vendem contratos ligados ao resultado da eleição, e o preço desses contratos é lido como uma probabilidade. Por isso, a cotação muda a cada nova aposta. Ela não mede intenção de voto, não ouve uma amostra representativa da população e não segue as regras das pesquisas registradas na Justiça Eleitoral.

Nas pesquisas, o quadro é outro. O Datafolha divulgado na quinta-feira (1º) mostrou Lula com 45% dos votos válidos e Flávio com 40% no primeiro turno. Novas rodadas do Datafolha e da Quaest estão previstas para a noite deste sábado.

"Nunca errou"? Não é bem assim

Nas redes, circula a ideia de que o Polymarket nunca errou uma eleição presidencial brasileira. A plataforma foi criada em 2020 e, desde então, houve só uma eleição para presidente no Brasil, a de 2022, em que o mercado apontou corretamente a vitória de Lula sobre Jair Bolsonaro. Um acerto em uma única disputa não permite falar em histórico.

Proibido no Brasil

Em abril, o Conselho Monetário Nacional aprovou uma resolução que proíbe oferecer e negociar apostas ligadas a temas políticos e eleitorais em plataformas de previsão que atuam no país. O acesso ao Polymarket é bloqueado no Brasil.

Se nenhum candidato tiver mais da metade dos votos válidos neste domingo, os dois mais votados disputam o segundo turno no fim de outubro.

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