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Ministério da Notícia
MORTE EM COPACABANA

Polícia indicia 13 pessoas por morte de ciclista espancado em Copacabana

Investigação aponta que a vítima foi confundida com um ladrão de bicicleta, agredida por nove minutos e deixada agonizando no chão.

Redação MNBrasil3 min de leitura
Polícia indicia 13 pessoas por morte de ciclista espancado em Copacabana
Foto: Ministério da Notícia

A Polícia Civil do Rio de Janeiro concluiu o inquérito sobre a morte do ciclista Cláudio Rafael Landeiro Moreira e indiciou 13 pessoas envolvidas no crime. O caso ocorreu na madrugada entre os dias 11 e 12 de agosto, no bairro de Copacabana, situado na zona sul da capital fluminense. A vítima, de 37 anos, foi abordada e espancada após ser acusada incorretamente de furtar uma bicicleta. O veículo pertencia à própria irmã de Cláudio, que possuía problemas psiquiátricos e não conseguiu se defender das acusações.

Cinco suspeitos vão responder judicialmente pelo crime de homicídio triplamente qualificado, com qualificadoras de motivo fútil, emprego de meio cruel e recurso que dificultou a defesa. A Justiça determinou a prisão preventiva de quatro deles, identificados como Davi dos Santos Machado, Jorge Luiz Ricardo Dias, Felipe Eduardo dos Santos Dias e Ailton José da Silva. Um quinto envolvido, Wellington Luiz Santos de Souza, permanece considerado foragido pelas autoridades policiais. Os suspeitos presos e investigados atuavam na região como seguranças clandestinos ou entregadores de aplicativo.

Imagens obtidas de câmeras de segurança revelaram que o grupo cercou a vítima e desferiu socos, chutes e dezenas de golpes com um objeto de madeira. As agressões duraram cerca de nove minutos consecutivos na via pública. O inquérito policial detalha que Cláudio permaneceu agonizando no chão por mais de 30 minutos antes de receber qualquer socorro médico. O laudo pericial apontou que o ciclista sofreu traumatismo cranioencefálico, hemorragia interna e o rompimento de vários órgãos vitais. Um dos agressores chegou a classificar a violência cometida contra o homem como um ato insano.

Segurança clandestina e financiamento ilegal

As investigações conduzidas pela 12ª Delegacia de Polícia revelaram a existência de um esquema de financiamento privado para serviços informais de vigilância. Os pagamentos aos seguranças de rua ocorriam de maneira informal, predominantemente em espécie, sem emissão de recibos e sem formalização de contratos trabalhistas. Quatro comerciantes locais foram formalmente indiciados por financiar essa atividade irregular mediante repasses periódicos de dinheiro. Outras quatro pessoas receberam indiciamento direto pelo crime de exercício irregular da profissão de segurança e vigilância.

O inquérito também responsabilizou criminalmente outras pessoas envolvidas de formas distintas na dinâmica do crime. Uma mulher foi indiciada pelo crime de lesão corporal após entregar o bastão de madeira utilizado por um dos agressores durante a abordagem. Um homem foi indiciado por omissão de socorro por presenciar toda a violência na rua e deixar de acionar os serviços públicos de emergência ou a polícia. A delegacia ressalta que a exigência legal não era o enfrentamento físico dos criminosos, mas a comunicação imediata com as autoridades competentes.

O delegado Angelo José Lages Machado encerrou o inquérito policial na segunda-feira e enviou todo o material probatório para análise do Ministério Público. Com a conclusão da fase de investigações pela polícia civil, o processo segue para o Poder Judiciário para o oferecimento da denúncia formal contra os treze indiciados. Os quatro presos e os demais envolvidos responderão perante a Justiça pelos crimes apurados no inquérito.

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