Mãe pede inclusão de crianças desaparecidas em alerta da Interpol
Ágatha Isabelly e Allan Michael estão sumidos há mais de oito meses no Maranhão, e a família também investiga ligação com resgate na Flórida

A mãe das crianças desaparecidas há mais de oito meses em Bacabal, no Maranhão, pediu à Polícia Federal (PF) para incluir Ágatha Isabelly, de 6 anos, e Allan Michael, de 4 anos, na Difusão Amarela da Interpol. O pedido foi formalizado nesta quarta-feira e será analisado pela instituição policial brasileira, que adotará os procedimentos necessários para eventual encaminhamento internacional. A Difusão Amarela é um mecanismo da polícia internacional destinado a auxiliar na localização de pessoas desaparecidas em 196 países. Cabe exclusivamente à própria organização internacional decidir sobre a publicação e o compartilhamento do alerta com os países membros após receber as informações da autoridade policial competente.
Os dois irmãos foram vistos pela última vez em 4 de janeiro, quando saíram para brincar em uma área de mata no Quilombo São Sebastião dos Pretos. As buscas na região completaram trinta dias sem avanços significativos e não há suspeitos divulgados até o momento pelas autoridades locais. Enquanto isso, a mãe Clarice Cardoso informou que foi contactada pela Interpol para verificar se seus filhos estão entre as 163 crianças resgatadas em uma operação contra o tráfico de pessoas na Flórida. A operação policial ocorreu nos Estados Unidos no final de agosto.
A advogada da família informou nas redes sociais que foi coletado sangue na Superintendência da PF em São Luís, também nesta quarta-feira. O material genético serve para verificar se as informações sanguíneas batem com as crianças encontradas em território norte-americano. Até o momento, a identidade das crianças de Bacabal ainda não foi confirmada oficialmente pelas autoridades dos Estados Unidos ou pela Interpol. A Polícia Federal também não confirmou se os irmãos maranhenses realmente estariam entre os resgatados na ação internacional.
Outro caso de desaparecimento também mobiliza famílias na Interpol
Em paralelo ao caso do Maranhão, a família do menino Edson Davi Silva Almeida também foi contatada pela Interpol nesta semana. A mãe do garoto, Marize Araújo, afirmou em suas redes sociais que compareceu à sede da Polícia Federal no Rio de Janeiro na tarde desta quarta-feira para fornecer informações sobre o filho. Edson Davi tinha 6 anos de idade quando desapareceu na praia da Barra da Tijuca, localizada na capital fluminense, em janeiro de 2024. A Polícia Civil do Rio de Janeiro sustenta a linha de investigação de que o menino tenha se afogado no mar.
Apesar da hipótese levantada pela polícia fluminense, a família contesta enfaticamente a versão oficial do afogamento. Os familiares sustentam que o menino foi raptado de acordo com as suspeitas levantadas desde a época do sumiço na praia. Os desdobramentos atuais envolvem a coleta de dados e a cooperação com órgãos internacionais para tentar esclarecer o paradeiro das crianças desaparecidas em diferentes estados brasileiros. A Polícia Federal segue responsável por analisar os novos pedidos e dar andamento aos trâmites burocráticos necessários.
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