Polícia Federal combate esquema de importação clandestina de eletrônicos
Operação Conexão Paralela cumpre mandados no Rio de Janeiro e em Maricá nesta quinta-feira

A Polícia Federal deflagrou na manhã desta quinta-feira a Operação Conexão Paralela para desarticular um esquema de entrada clandestina de produtos eletrônicos no Brasil. A ação ocorre nos municípios do Rio de Janeiro e de Maricá, situados na região metropolitana fluminense. Os agentes cumprem ao todo seis mandados de busca e apreensão expedidos para a investigação em curso. A ofensiva policial busca interromper o fluxo de mercadorias estrangeiras que ingressam no território nacional sem o recolhimento dos tributos obrigatórios. O esquema criminoso era especializado na introdução irregular de smartphones e outros dispositivos de alta procura. As mercadorias ilegais eram comercializadas posteriormente no mercado interno brasileiro de forma clandestina.
Os levantamentos iniciais apontam que o grupo responsável pelas fraudes era liderado por um policial militar. Os investigados atuavam de maneira coordenada para burlar a fiscalização alfandegária nas fronteiras e garantir o transporte seguro dos itens até os pontos de revenda. A movimentação financeira gerada pela venda dos milhares de produtos eletrônicos alcançou a marca de aproximadamente R$ 60 milhões nos últimos anos. Esse volume de recursos demonstra a escala e a estruturação da rede de distribuição ilegal operada pelo grupo.
As autoridades concentram os esforços em apreender documentos, mídias e bens que possam detalhar a rota utilizada pelos criminosos. A análise do material recolhido servirá para identificar outros possíveis participantes e beneficiários do esquema de sonegação fiscal. A investigação detalha a participação de cada envolvido na engrenagem logística montada para a circulação dos aparelhos.
Acusações e próximos passos
Os envolvidos na operação policial poderão responder perante a Justiça pelos crimes de descaminho e associação criminosa. As penas previstas para essas infrações penais variam conforme o grau de participação de cada suspeito na rede ilícita. A Polícia Federal dará continuidade à análise do material apreendido durante o cumprimento das ordens judiciais expedidas. O inquérito policial deve ser concluído nos prazos legais para posterior envio ao Ministério Público, órgão responsável por eventual oferecimento de denúncia formal à Justiça. A corporação mantém o monitoramento sobre outras ramificações ligadas ao comércio ilegal de eletrônicos no estado.
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