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SEGURANÇA

Polícia Civil do RS prende três em operação contra abuso sexual infantil e coleta DNA dos presos

A Operação Refúgio, encerrada nesta sexta-feira (6), cumpriu seis mandados de busca e dois de prisão preventiva em cinco cidades gaúchas. A Polícia Civil a descreve como a maior ofensiva do tipo já feita no estado.

Redação MNSegurança2 min de leitura
Polícia Civil do RS prende três em operação contra abuso sexual infantil e coleta DNA dos presos
Foto: Reprodução

A Polícia Civil do Rio Grande do Sul encerrou nesta sexta-feira (6) uma operação contra crimes sexuais envolvendo crianças. Até a última atualização das informações, três homens haviam sido presos.

O que foi apurado

A Operação Refúgio investiga a produção, o armazenamento e o compartilhamento de material de abuso sexual infantil, além do crime de estupro de vulnerável. A ação começou na quarta-feira (4) e cumpriu seis mandados de busca e apreensão e dois de prisão preventiva em cinco municípios: Canoas, Viamão, Santa Cruz do Sul, Vila Maria e Caxias do Sul.

Segundo a Polícia Civil, trata-se da maior ofensiva de combate ao abuso sexual infantojuvenil já realizada no estado. A operação é comandada pela Divisão Especial da Criança e do Adolescente (DECA), ligada ao Departamento Estadual de Proteção a Grupos Vulneráveis (DPGV).

Coleta de material genético

Os presos foram encaminhados para a coleta de material genético, que será integrada ao banco nacional de perfis genéticos. A corporação classifica o procedimento como pioneiro. Após a detenção, a polícia pede autorização judicial para extrair o material, com o objetivo de cruzar os dados e esclarecer outros casos.

Peritos do Instituto-Geral de Perícias (IGP) acompanharam as equipes e analisaram celulares, computadores e discos rígidos diretamente nos locais de busca. De acordo com a polícia, a identificação imediata de material ilícito permite a prisão em flagrante dos suspeitos e garante a cadeia de custódia da prova.

Caso em Viamão

Em Viamão, na Região Metropolitana de Porto Alegre, um homem foi detido. Segundo a investigação, ele era vizinho e pessoa de confiança da família da vítima, o que permitia que ficasse sozinho com a criança. O delegado André Ciardullo Mocciaro afirmou que o investigado, além de compartilhar e armazenar o material, produzia vídeos e abusava de crianças a quem tinha acesso por confiança dos pais.

A identidade dos presos e a defesa deles não foram divulgadas nas informações disponíveis. Os investigados são suspeitos, e a responsabilidade será apurada na Justiça.

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