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SEGURANÇA

Polícia Civil do RS prende 72 pessoas na Operação Padrinho, a maior contra homicídios no interior gaúcho

A operação cumpre mais de 230 ordens judiciais em cinco cidades da Região Central do Rio Grande do Sul. Entre os presos, 37 já estavam em presídios. A investigação começou em agosto de 2025, após um homicídio em Santa Maria.

Redação MNSegurança2 min de leitura
Polícia Civil do RS prende 72 pessoas na Operação Padrinho, a maior contra homicídios no interior gaúcho
Foto: Reprodução

A Polícia Civil do Rio Grande do Sul deflagrou nesta quarta-feira (4) a Operação Padrinho, contra homicídios e crime organizado na Região Central do estado. Até a última atualização, às 11h30, 72 pessoas haviam sido presas, e 37 dos mandados de prisão preventiva foram cumpridos dentro de presídios. Segundo a corporação, é a maior operação contra homicídios já realizada no interior gaúcho.

Ordens judiciais

A ação cumpre mais de 230 ordens judiciais em Santa Maria, Restinga Seca, Caçapava do Sul, Charqueadas e São Borja. As medidas incluem prisões preventivas, mandados de busca e apreensão, sequestro de veículos e bloqueio de contas bancárias. A coordenação é da Delegacia de Polícia de Homicídios e Proteção à Pessoa de Santa Maria, com apoio da Brigada Militar, da Polícia Penal e do Instituto-Geral de Perícias. Cerca de 350 policiais civis, militares e penais participam.

A investigação

Segundo a Polícia Civil, o inquérito começou em agosto de 2025, após o assassinato de um homem no bairro Nova Santa Marta, em Santa Maria, morto com 15 disparos de arma de fogo calibre 9 milímetros em frente à residência. A análise da rota de fuga dos atiradores levou os investigadores a identificar a organização criminosa.

De acordo com a polícia, o homicídio foi uma retaliação determinada pela liderança do grupo após um conflito anterior entre integrantes de facções rivais. A investigação apontou uma estrutura hierarquizada, com atuação dentro e fora do sistema prisional, e responsável por homicídios e tráfico de drogas na região. O nome da operação faz referência à forma como o líder era tratado pelos subordinados, o "padrinho".

Objetivo

O diretor do Departamento Estadual de Homicídios e Proteção à Pessoa, delegado Mario Souza, afirmou que a operação "atinge o cerne estrutural do grupo", visando a responsabilização penal pelos homicídios, o isolamento dos integrantes e o "estrangulamento financeiro e logístico" da organização. Os presos serão encaminhados ao sistema prisional, e as diligências seguem em andamento. A defesa dos investigados não foi localizada.

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