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OPERAÇÃO CHAVE MESTRA

Polícia Civil do RS faz operação em quatro estados contra grupo suspeito de invadir sistema de banco por fraude telefônica

A ação cumpre 28 ordens judiciais em Goiás, Paraná, Rio de Janeiro e Distrito Federal, e cinco pessoas já haviam sido presas. O grupo teria tomado a linha de um funcionário de banco de desenvolvimento para acessar arquivos internos.

Redação MNSegurança2 min de leitura
Polícia Civil do RS faz operação em quatro estados contra grupo suspeito de invadir sistema de banco por fraude telefônica
Foto: Reprodução

A Polícia Civil do Rio Grande do Sul cumpriu, nesta quarta-feira (4), a Operação Chave Mestra contra um grupo suspeito de invadir sistemas bancários por meio de fraudes telefônicas. Até a última atualização das informações disponíveis, cinco pessoas haviam sido presas.

A ação cumpre 28 ordens judiciais em Goiás, Paraná, Rio de Janeiro e no Distrito Federal. A Justiça expediu mandados de prisão preventiva contra seis investigados e dez mandados de busca e apreensão, além de determinar o bloqueio de contas bancárias e de criptoativos de pessoas físicas e jurídicas investigadas. No Rio, a operação teve como alvo dois investigados em Jacarepaguá, com apoio da Delegacia de Combate ao Crime Organizado e à Lavagem de Dinheiro.

Como funcionava o esquema

Segundo a investigação, iniciada em dezembro de 2025, a linha de celular de um funcionário de um banco de desenvolvimento com atuação no estado deixou de funcionar de repente. Na mesma manhã, o número foi transferido remotamente para um chip em aparelho controlado pelos criminosos.

Com o domínio da linha, o grupo recebeu códigos de verificação por SMS, redefiniu a senha da conta corporativa do funcionário e baixou arquivos internos, incluindo documentos sobre a infraestrutura de tecnologia e segurança da instituição. Pelo aplicativo corporativo de mensagens, o invasor pediu privilégios de acesso aos sistemas centrais a oito funcionários da área de tecnologia, e todos os pedidos foram negados. A credencial ficou sob controle do invasor por cerca de 48 horas, e, conforme a polícia, nenhuma movimentação financeira chegou a ser feita nesse período.

Funcionário de operadora e valores

A polícia afirma que a troca do chip foi feita por um funcionário de uma operadora de telefonia, que integraria o grupo. A análise financeira identificou movimentações atípicas que superam R$ 3,7 milhões nas contas dos principais investigados, além de um depósito em criptoativos estimado em cerca de R$ 5 milhões.

O grupo também vendia serviços de derrubada e transferência de linhas telefônicas e de exclusão clandestina de registros do Banco Nacional de Mandados de Prisão, segundo a polícia. As investigações continuam para identificar outros envolvidos. Não houve, nas informações disponíveis, manifestação da defesa dos investigados.

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