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SEGURANÇA

PF deflagra Operação Ifrit contra grupo ligado ao PCC e ao PGC na fronteira com o Paraguai e afasta três policiais civis

A Polícia Federal cumpre 76 mandados de busca e 26 de prisão em sete estados contra organização suspeita de tráfico de drogas e armas, com atuação em Ponta Porã (MS) e Pedro Juan Caballero.

Redação MNSegurança2 min de leitura
PF deflagra Operação Ifrit contra grupo ligado ao PCC e ao PGC na fronteira com o Paraguai e afasta três policiais civis
Foto: Reprodução

A Polícia Federal, em cooperação com a Receita Federal, deflagrou nesta quarta-feira (4) a Operação Ifrit contra uma organização criminosa transnacional suspeita de tráfico de drogas, tráfico de armas e lavagem de dinheiro. Segundo a PF, o grupo é associado ao Primeiro Comando da Capital (PCC) e ao Primeiro Grupo Catarinense (PGC).

Mandados e afastamentos

A ação, autorizada pela Justiça Federal de Campo Grande, cumpre 76 mandados de busca e apreensão, 25 mandados de prisão preventiva e um de prisão temporária. As medidas se estendem a Mato Grosso do Sul, Santa Catarina, Paraná, São Paulo, Mato Grosso, Goiás e Rondônia. A Justiça também determinou três medidas de monitoração eletrônica e o afastamento de três policiais civis de Mato Grosso do Sul de suas funções.

Como o grupo atuaria

De acordo com a PF, a organização é liderada por um núcleo familiar e conta com a participação de agentes públicos das forças de segurança, entre eles policiais civis e militares de Mato Grosso do Sul e um policial rodoviário federal. A atuação se concentraria na região de fronteira entre Ponta Porã (MS) e Pedro Juan Caballero, no Paraguai, com ramificações em outros estados.

Os investigadores também apuram crimes violentos, como sequestros, torturas, atentados e homicídios. O grupo usaria armamento pesado, estruturas de apoio e veículos blindados para exercer controle territorial e intimidar rivais. Drogas e armas seriam obtidas na Bolívia, no Peru e no Paraguai, abastecendo redes de distribuição no Brasil e rotas de tráfico com destino à Europa, principalmente Espanha e Portugal.

Defesa

Os nomes dos investigados não foram divulgados pela PF e não houve manifestação da defesa nas informações disponíveis. Os alvos são suspeitos e não foram condenados.

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