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SEGURANÇA

Polícia do Acre investiga ex-vereador como suspeito de mandar matar médica em bar de Brasiléia

A Polícia Civil apura se um ex-vereador e procurador do município contratou o atirador que matou a médica Elyne de Assis Nogueira, de 39 anos. O caso é investigado como feminicídio. Sem manifestação da defesa.

Redação MNSegurança2 min de leitura
Polícia do Acre investiga ex-vereador como suspeito de mandar matar médica em bar de Brasiléia
Foto: Reprodução

A Polícia Civil do Acre investiga a possível participação do ex-vereador e advogado Francisco Valadares Neto, procurador do município de Brasiléia, no planejamento do assassinato da médica Elyne de Assis Nogueira, de 39 anos. Ela foi morta a tiros dentro de um bar na noite de segunda-feira (2). O caso é investigado como feminicídio. Não houve manifestação da defesa nos textos apurados.

O crime

Elyne foi morta com dois tiros enquanto estava acompanhada de amigos em um bar de Brasiléia. O autor dos disparos usava capacete e se aproximou da mesa onde ela estava. Depois do crime, fugiu.

Durante as buscas, policiais militares localizaram um homem com características semelhantes às do atirador. Segundo a PM, ele abandonou uma motocicleta, fugiu para uma área de mata e trocou tiros com os policiais. Até o registro da ocorrência, não havia sido localizado.

Linha de investigação

Segundo o delegado Erick Maciel, responsável pelo caso, a principal linha considera o histórico de violência no relacionamento entre Francisco e a médica, que tinha duas medidas protetivas contra ele e já havia relatado ameaças e descumprimento da decisão judicial. O delegado afirmou que a suspeita é de que ele tenha contratado outra pessoa para executar o crime, já que as imagens das câmeras de segurança mostram um atirador com características físicas diferentes das dele.

Na manhã desta terça-feira (3), Francisco foi levado ao Hospital Regional do Alto Acre depois de ser encontrado desacordado em casa.

Outras apurações

A polícia também apura se o botão do pânico usado pela médica foi acionado no dia do crime e quais providências foram tomadas depois do alerta. Testemunhas que estavam no bar e profissionais envolvidos no monitoramento da vítima foram chamados a prestar esclarecimentos, e os policiais militares foram intimados a depor.

Em novembro de 2017, a Justiça do Acre condenou Francisco por ameaçar de morte a então vereadora e ex-companheira Fernanda Hassem, em fato ocorrido em 2015, em caso de violência doméstica. A pena foi o cumprimento de trabalho em dez processos sem remuneração.

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