PGR pede ao STF que derrube exigência de autorização prévia para transporte de eleitores indígenas no segundo turno
O procurador-geral da República, Paulo Gonet, pediu ao Supremo que suspenda parte de decisão do presidente do TSE que condiciona o transporte de indígenas a aval individual de cada operação. A PGR diz que não há tempo hábil antes da votação de domingo (25).

O procurador-geral da República, Paulo Gonet, pediu ao Supremo Tribunal Federal (STF), neste sábado (24), que derrube a determinação do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que exige autorização prévia para que órgãos públicos façam o transporte de eleitores indígenas no segundo turno, marcado para este domingo (25).
O que decidiu o TSE
A medida foi tomada na sexta-feira (23) pelo presidente do tribunal, ministro Kassio Nunes Marques, por ato administrativo, que por isso não depende de validação do plenário. Pela decisão, órgãos como a Funai, a Secretaria de Saúde Indígena e o Ministério dos Povos Indígenas precisam obter autorização dos juízes das zonas eleitorais onde o transporte será feito, informando trajetos, horários e pontos de embarque. O ministro entendeu que apenas comunicar essas informações não bastaria para que os veículos fossem considerados a serviço da Justiça Eleitoral.
Argumento da PGR
Segundo a Procuradoria, a ordem foi proferida na sexta às 20h06, e o prazo até a votação é curto para que cada juízo receba a orientação, analise os pedidos, aprove cada operação e comunique o Ministério Público Eleitoral. Gonet afirma que, em deslocamentos longos, o transporte começaria ainda neste sábado. "Onde a seção fica a horas de barco, a exigência de aprovação formal individualizada em menos de dois dias equivale, na prática, à ausência de transporte", escreveu, ao falar em "exclusão seletiva" do eleitorado.
A PGR lembra que, no primeiro turno, a abstenção entre eleitores indígenas foi de 26%, contra média nacional de 20%.
Pedido ao Supremo
O procurador quer restabelecer decisões da Justiça Federal, entre elas a da Justiça Federal do Pará, de quinta-feira (22), que determinou à União garantir o transporte gratuito de indígenas e de comunidades tradicionais, mediante comunicação prévia dos deslocamentos e sem autorização individual. O pedido mantém controles como identificação de veículos e condutores, registro dos trajetos e proibição de propaganda eleitoral durante o transporte, e admite que a Justiça Eleitoral barre operações que ofereçam risco concreto à votação.
O documento cita o caso do Vale do Javari, no Amazonas, onde a Justiça Eleitoral de Atalaia do Norte negou, em 20 de outubro, pedido de transporte fluvial para eleitores de 43 aldeias, por descumprimento de etapas e prazos. Não havia decisão do STF sobre o pedido até a conclusão deste texto.
Quer a sua marca aqui? Anuncie no Ministério da Notícia
Leia também
- DISPUTA POLÍTICA
Tarcísio diz que Boulos distorce dados sobre o diesel e rebate crítica ao aumento do ICMS
O governador de São Paulo afirmou que o ministro Guilherme Boulos usa informações distorcidas ao criticar a alta do diesel, e lembrou que o reajuste do ICMS foi aprovado por unanimidade no Confaz.
há 1 hora
- SENADO
Carlos Bolsonaro visita o pai e reafirma apoio a Rogério Marinho para presidir o Senado
Senador eleito por Santa Catarina, Carlos Bolsonaro (PL) disse após visita a Jair Bolsonaro que o candidato do grupo na eleição do Senado é Rogério Marinho. Ele também relatou preocupação com a saúde do pai.
há 23 horas
- AJUSTE FISCAL
Boulos fala em "chantagem do mercado" sobre ajuste fiscal e defende cortes em desonerações e supersalários
O ministro da Secretaria-Geral da Presidência afirmou que o ajuste do próximo governo deve mirar privilégios, e não políticas para os mais pobres. Ele citou cerca de R$ 600 bilhões anuais em desonerações.
31/10/2026






