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PF pede ao STF novo inquérito contra Flávio Bolsonaro por suspeita de lavagem de dinheiro com advogado ligado ao caso INSS

O pedido, relatado por Alexandre de Moraes, apura a relação do senador e candidato à Presidência com o advogado Willer Tomaz. É a segunda investigação contra Flávio no Supremo. A defesa e a campanha ainda não se manifestaram.

Redação MNPolítica3 min de leitura
PF pede ao STF novo inquérito contra Flávio Bolsonaro por suspeita de lavagem de dinheiro com advogado ligado ao caso INSS
Foto: Reprodução

A Polícia Federal enviou ao Supremo Tribunal Federal (STF) um pedido de inquérito contra o senador e candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ), por suspeita de lavagem de dinheiro envolvendo o advogado Willer Tomaz. O caso foi divulgado neste domingo (18), a uma semana do segundo turno. A defesa e a campanha do senador ainda não haviam se manifestado até a publicação das informações.

O que diz a investigação

Segundo a PF, o inquérito chegou ao STF há pelo menos uma semana e foi distribuído por sorteio. O relator é o ministro Alexandre de Moraes. O caso surgiu de provas colhidas em um inquérito da PF que tramitava na primeira instância, no Rio Grande do Sul, sobre plataformas de pagamento digital e o setor de apostas.

A PF diz ter identificado "elementos indicativos de vínculo de controle ou propriedade de fato" de Willer Tomaz sobre a Rede Loto, primeira bet a obter autorização estadual, no Rio de Janeiro, para explorar apostas esportivas. Willer também é investigado por suposto envolvimento em fraudes no INSS. Após a análise da nuvem do celular dele, os investigadores encontraram referências a Flávio Bolsonaro, que tem foro privilegiado, e o caso seguiu para o Supremo.

Vínculos apontados pela PF

De acordo com a PF, o material analisado indica proximidade entre o advogado e o senador, com registros de festas, encontros e reuniões, pagamentos de viagens ao parlamentar e documentos pessoais de Flávio no iCloud de Willer. A PF afirma ainda que Flávio tinha acesso como "usuário master" a uma conta bancária da offshore Alcazar Holding, da qual o advogado é sócio. O pedido de exclusão desse acesso ocorreu em maio de 2025.

A corporação também registra que uma das contas do advogado movimentou cerca de R$ 130 milhões entre março e maio de 2025 e diz ser necessário aprofundar a origem e o destino dos recursos.

Voos para a Europa e resposta de Flávio

Na sexta-feira (16), uma empresa de apostas de propriedade de Willer foi apontada como intermediária na compra de passagens aéreas de Flávio para a Europa em 2025, em viagens de caráter pessoal que teriam envolvido as famílias dos dois. Questionado sobre as viagens, o senador afirmou que sua relação com Willer é exclusivamente de amizade.

Segundo inquérito no Supremo

Este é o segundo inquérito em que Flávio é investigado no STF. O primeiro apura o pedido de recursos ao banqueiro Daniel Vorcaro para a produção do filme "Dark Horse", sobre Jair Bolsonaro, com possível prática de lavagem de dinheiro e corrupção. Esse caso tramita sob relatoria do ministro André Mendonça. Em entrevistas, o senador sempre afirmou que se tratava de patrocínio privado.

A campanha de Flávio foi procurada por e-mail e WhatsApp e não respondeu até a publicação das informações. O espaço segue aberto.

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