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OPERAÇÃO DA PF

PF faz buscas contra ex-secretário de TI do STJ suspeito de antecipar decisões a advogado amigo de Flávio Bolsonaro

A Polícia Federal cumpre busca e apreensão contra Humberto Pradera, exonerado da Secretaria de Tecnologia do STJ na semana passada. A suspeita é de vazamento de informações de processos ao advogado Willer Tomaz, que nega irregularidade.

Redação MNPolítica2 min de leitura
PF faz buscas contra ex-secretário de TI do STJ suspeito de antecipar decisões a advogado amigo de Flávio Bolsonaro
Foto: Reprodução

A Polícia Federal (PF) cumpre nesta segunda-feira (19) mandado de busca e apreensão contra Humberto Fontoura Pradera, ex-secretário de Tecnologia da Informação e Comunicação do Superior Tribunal de Justiça (STJ). A ação se baseia na suspeita de que ele tenha repassado informações antecipadas de processos da Corte ao advogado Willer Tomaz.

O que a investigação apura

Segundo relatório da PF, o escritório de Willer Tomaz teria recebido com antecedência minutas de decisões do STJ e pareceres do Ministério Público Federal, antes da publicação. O documento descreve diálogos em que Pradera teria enviado ao advogado a fotografia de uma tela de computador com um documento jurídico de 17 páginas e explicado o teor de uma decisão que ainda não tinha assinatura de ministro.

A investigação tramita no Supremo Tribunal Federal (STF) e foi distribuída ao ministro Alexandre de Moraes. É a primeira ação autorizada por ele para aprofundar fatos ligados ao advogado, que é amigo do senador e candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL). A operação desta segunda não inclui mandados contra Flávio, mas se baseia no mesmo relatório que apontou vínculos entre ele e Willer Tomaz.

Exoneração e apuração interna

Pradera ocupava cargo de confiança e foi exonerado na sexta-feira (16), depois que a suspeita veio à tona. O presidente do STJ, ministro Luis Felipe Salomão, determinou na semana passada a abertura de um procedimento interno para apurar os fatos.

Ao ser procurado antes da operação, Pradera afirmou que não tinha acesso a processos em andamento, que seus acessos eram restritos e que ainda não havia sido informado da exoneração.

Defesa

Em nota, Willer Tomaz nega ter tido acesso irregular a decisões judiciais ou a pareceres do Ministério Público Federal e nega ter interferido em qualquer manifestação. Ele afirma que o conhecimento antecipado de julgados não é crime, mas uma funcionalidade prevista no sistema da Corte, e que desconhece o relatório da PF. A defesa também critica a divulgação do material em plena campanha eleitoral.

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