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Pedido de CPMI para investigar Lulinha e Roberta Luchsinger reúne ao menos 83 assinaturas, e coleta segue aberta

O requerimento para abrir uma CPMI sobre o filho do presidente Lula e a empresária Roberta Luchsinger tem entre 83 e 86 assinaturas, conforme o balanço. São necessárias 198 para protocolar o pedido.

Redação MNPolítica2 min de leitura
Pedido de CPMI para investigar Lulinha e Roberta Luchsinger reúne ao menos 83 assinaturas, e coleta segue aberta
Foto: Reprodução

Parlamentares da oposição reuniram ao menos 83 assinaturas para pedir a abertura de uma Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) que investigue a empresária Roberta Luchsinger e Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Um segundo balanço, divulgado mais tarde, aponta 86 apoios, e a coleta segue aberta.

O que o requerimento prevê

O pedido é de autoria da deputada Coronel Fernanda (PL-MT), com apoio da senadora Damares Alves (Republicanos-DF). Segundo o balanço das 83 assinaturas, são 54 deputados federais e 29 senadores, entre autores, coautores e subscritores. O requerimento quer apurar suspeitas de tráfico de influência, corrupção, favorecimento indevido e eventual uso da estrutura da administração pública federal para atender a interesses privados.

A lista inclui parlamentares de vários partidos e também nomes ligados ao governo, como a líder no Senado, Teresa Leitão (PT-PE), e o senador Camilo Santana (PT-CE).

Quanto falta

Para ser protocolado, o pedido precisa de 198 apoios: 171 de deputados federais e 27 de senadores. Mesmo que o número seja atingido, a CPMI não é instalada automaticamente. O requerimento precisa ser lido em sessão do Congresso pelo presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União-AP), a quem cabe dar o aval para a investigação começar.

Contexto

A mobilização ocorre depois de uma entrevista de Roberta Luchsinger no sábado (17), na qual ela disse pretender propor uma delação premiada. Na ocasião, a empresária afirmou que Lulinha participou de reuniões com ministros do governo federal, mas não apresentou provas de envolvimento de Lula ou do filho em crimes. A Polícia Federal investiga Luchsinger e Lulinha desde julho, por suposto favorecimento de empresas em órgãos do governo federal.

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