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OPERAÇÃO

Operação em SP cumpre três prisões contra quadrilha suspeita de vender remédios falsos contra o câncer

Polícia Civil e Gaeco cumprem mandados em São Paulo e em cinco cidades do interior. A Justiça determinou o bloqueio de até R$ 15 milhões e a suspensão de sete empresas.

Redação MNSegurança2 min de leitura
Operação em SP cumpre três prisões contra quadrilha suspeita de vender remédios falsos contra o câncer
Foto: Reprodução

Agentes da Polícia Civil e do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) cumprem, na manhã desta quinta-feira (5), mandados contra uma organização criminosa suspeita de vender medicamentos oncológicos falsificados e de lavar dinheiro em São Paulo. É a segunda fase da Operação Laziosi.

Mandados e bloqueios

A ação cumpre três mandados de prisão preventiva e 18 de busca e apreensão na capital paulista e em Araraquara, Matão, Marília, Agudos e Mirassol. A Justiça determinou ainda o bloqueio de até R$ 15 milhões em bens e valores dos investigados, de empresas ligadas ao esquema e de supostos laranjas. Sete empresas tiveram as atividades suspensas. Os investigados não foram identificados e não houve manifestação da defesa até a publicação.

Como começou a apuração

Segundo o Ministério Público de São Paulo, a investigação teve início no começo de 2024, quando o laboratório fabricante de um imunoterápico de alto custo acionou as autoridades após identificar a venda de um lote falso a um hospital paulista. A negociação foi feita por uma distribuidora sediada em Araraquara, e exames laboratoriais confirmaram que os frascos não continham princípio ativo.

Na primeira fase, em novembro de 2024, o material apreendido mostrou que a distribuidora não atuava sozinha: havia uma rede de empresas interligadas, muitas apenas no papel. De acordo com a investigação, só entre janeiro e novembro do ano passado a distribuidora emitiu mais de R$ 1,5 milhão em notas fiscais do imunoterápico falso, com destinatários em pelo menos sete estados.

Novo caso em 2025

Em abril de 2025, a mesma distribuidora vendeu a um hospital do interior paulista nove unidades de outro medicamento oncológico falsificado. A denúncia do hospital aponta que uma das doses chegou a ser administrada em um paciente. Depois de a falsificação ser atestada pelo fabricante, a distribuidora recolheu os frascos restantes e os trocou por unidades de um lote que correspondia a uma carga roubada em Minas Gerais.

O material apreendido nas buscas desta quinta-feira será analisado para orientar os próximos passos da investigação.

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