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ONS suspende geração excedente de energia elétrica devido à baixa demanda

Plano emergencial foi acionado neste domingo para reduzir oferta e preservar a segurança do Sistema Interligado Nacional.

Redação MNEconomia2 min de leitura
ONS suspende geração excedente de energia elétrica devido à baixa demanda

O Operador Nacional do Sistema Elétrico acionou neste domingo um plano emergencial para reduzir a geração de energia diante do excesso de oferta no Sistema Interligado Nacional. A medida foi adotada das 11h às 13h30 do dia 23 de agosto, com foco na preservação da segurança do sistema devido à expectativa de menor consumo durante o fim de semana. A ação afeta apenas as distribuidoras e não traz impacto direto para o consumidor final.

O procedimento restringe a geração de usinas do Tipo 3, que são conectadas às redes de distribuição. Esse grupo engloba pequenas centrais hidrelétricas, usinas a biomassa e empreendimentos eólicos e solares de menor porte. Além disso, o operador adotou medidas complementares para diminuir a produção de usinas sob seu controle direto. A Associação Brasileira de Distribuidores de Energia Elétrica informou que o setor seguirá as orientações, mas pediu procedimentos mais detalhados e critérios claros para garantir segurança operacional e jurídica aos geradores.

Histórico de excesso de oferta

Esta é a segunda vez no ano que o plano emergencial é acionado em 2026. O primeiro ocorreu em 7 de junho, durante o feriado prolongado de Corpus Christi, quando o operador solicitou o gerenciamento de mil megawatts das 10h às 14h. O mecanismo foi aprovado pela Agência Nacional de Energia Elétrica em 2025 para lidar com o avanço da geração distribuída, especialmente a solar. Em agosto do ano passado, o excesso de energia quase provocou uma sobrecarga no sistema quando a geração distribuída atingiu 37,6% da demanda nacional.

Para enfrentar o crescimento contínuo da energia solar, o operador anunciou na última quinta-feira que prepara um sistema de corte automático chamado Esquema Regional de Alívio de Geração. O mecanismo prevê cortes de até três gigawatts divididos em três estágios e será acionado apenas após o esgotamento das demais alternativas. Um projeto-piloto do sistema automatizado deve ser realizado até o final de 2026 em uma distribuidora, com possibilidade de implementação no ano seguinte.

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