OEA diz acompanhar denúncias de falta de ônibus no segundo turno e aguarda decisões do TSE
A Missão da OEA no Brasil informou que acompanha as denúncias sobre problemas no transporte público no dia do segundo turno e que seguirá atenta às decisões do TSE sobre o tema.

Ônibus em São Paulo
A Missão da Organização dos Estados Americanos (OEA) no Brasil divulgou nota neste domingo (25), dia do segundo turno das eleições, na qual afirma que acompanha as denúncias sobre problemas no transporte público em diferentes localidades do país. O grupo disse que seguirá atento às decisões do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sobre o assunto.
"A Missão da OEA no Brasil está acompanhando as informações divulgadas pela imprensa e as denúncias sobre problemas no transporte público em diferentes localidades do país", diz o texto, publicado nas redes sociais da missão.
O contexto das denúncias
Ao longo do dia, passageiros relataram filas, demora e redução da circulação de ônibus em várias regiões. Os relatos levaram partidos a acionar a Justiça Eleitoral em São Paulo e na Bahia. Em Sergipe, o Tribunal Regional Eleitoral (TRE) determinou a recomposição da frota intermunicipal.
Na Bahia, o presidente do TRE determinou o restabelecimento imediato da frota de Salvador. A Prefeitura de Salvador informou que a circulação foi interrompida temporariamente em algumas garagens por causa de ônibus com adesivos de candidatos, o que, segundo a gestão, configuraria propaganda eleitoral irregular. Em São Paulo, a coligação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) acusou a prefeitura de operar o transporte com cerca de 60% da frota. A SPTrans afirma que o planejamento para o domingo seguiu critérios técnicos e de demanda e que a administração municipal alega ter recebido a comunicação com antecedência inferior a 12 horas.
A missão da OEA
A missão acompanha a organização e o processo das eleições brasileiras e é composta por mais de 90 observadores de 23 países, que atuam em mais de 20 estados e no Distrito Federal. Os integrantes analisam a implementação de recursos tecnológicos e as atividades da Justiça Eleitoral, além de observar as campanhas, os veículos de mídia e os índices de violência.
A missão é chefiada pelo ex-secretário-geral da OEA e ex-chanceler do Chile José Miguel Insulza. O grupo de liderança inclui ainda o ex-chanceler paraguaio Eladio Loizaga e o ex-embaixador uruguaio Agustín Espinosa Lloveras.
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31/10/2026






