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TAXA SELIC

O que é a taxa Selic e como ela mexe no seu dinheiro

Entenda o papel dos juros básicos da economia brasileira, quem decide o valor e de que forma essa taxa mexe diretamente com o seu bolso todos os meses.

Redação MNEconomia3 min de leitura
O que é a taxa Selic e como ela mexe no seu dinheiro

Imagem ilustrativa. Cédulas de dinheiro apoiadas sobre uma mesa.

Foto: Daniel Dan / Unsplash

A taxa básica de juros da economia brasileira mexe de forma direta com o custo do dinheiro em todo o país e orienta as decisões de quem consome, poupa ou investe. Ela serve como a principal ferramenta usada pelo Banco Central para tentar controlar a alta dos preços no mercado interno e manter a estabilidade financeira nacional. O patamar desses juros afeta desde o valor do financiamento da casa própria até o rendimento das aplicações financeiras mais populares disponíveis para os correntistas comuns. Compreender esse mecanismo ajuda a planejar melhor o orçamento doméstico diante dos ciclos de alta ou de baixa definidos pelas autoridades monetárias. O instrumento principal para influenciar a economia é definido pelo Comitê de Política Monetária (Copom), um colegiado formado pela diretoria do Banco Central que se reúne periodicamente em Brasília. Esse grupo avalia o cenário macroeconômico global e local para decidir se mantém, sobe ou reduz os juros básicos, cuja taxa atual está fixada em 14% ao ano. Entre junho de 2025 e março do ano seguinte, esse indicador permaneceu em 15% ao ano, alcançando o maior nível registrado em quase vinte anos para conter pressões inflacionárias. A dinâmica da taxa é influenciada por fatores externos e internos, como choques nos preços de combustíveis e de alimentos decorrentes de conflitos internacionais no Oriente Médio.

Como o mercado financeiro projeta os juros

As expectativas sobre os rumos da economia são compiladas regularmente em um documento oficial chamado Boletim Focus, divulgado pelo Banco Central com base em consultas a analistas financeiros. Esse levantamento reflete o sentimento de instituições do mercado a respeito de indicadores como a inflação oficial medida pelo IPCA, a cotação futura do dólar e o ritmo de crescimento do Produto Interno Bruto. Para a reunião marcada para os dias 15 e 16 de setembro, a expectativa predominante entre os especialistas é de um corte de 0, 25 ponto percentual na taxa básica, o que levaria o índice para 13,75% ao ano. Essa mesma projeção de 13,75% para o encerramento do ano de 2026 consta no boletim divulgado pelo Banco Central, indicando uma estabilização dos juros após o ciclo de reduções. O monitoramento dessas expectativas serve para antecipar movimentos que influenciam o custo do crédito e a rentabilidade de investimentos de renda fixa no país. Para quem toma empréstimos, usa o rotativo do cartão de crédito ou financia bens de consumo, a redução dos juros básicos tende a baratear o custo final das dívidas ao longo do tempo. Por outro lado, quem mantém recursos em aplicações atreladas à taxa básica pode notar uma rentabilidade um pouco menor em comparação com o período em que o índice estava mais elevado. O comportamento da inflação oficial e o ritmo da atividade econômica no país continuam orientando os próximos passos do colegiado responsável por definir o valor da taxa nas reuniões agendadas.

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