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Na véspera do 1º turno, Flávio diz que STF não pode ser "delegacia de polícia"

Em motocarreata no interior paulista neste sábado (3), o candidato do PL defendeu mudanças no Judiciário e acusou ministros de agir pelo governo. Lula encerrou a campanha na capital falando em "democracia" contra "barbárie".

Redação MNPolítica2 min de leitura
Na véspera do 1º turno, Flávio diz que STF não pode ser "delegacia de polícia"
Foto: Ministério da Notícia

O senador Flávio Bolsonaro (PL), candidato à Presidência, usou o último dia de campanha para voltar a atacar o Supremo Tribunal Federal (STF). Neste sábado (3), depois de uma motocarreata entre Santa Bárbara d'Oeste e Americana, no interior de São Paulo, ele defendeu uma reforma do Judiciário caso seja eleito.

Participaram da agenda o governador Tarcísio de Freitas, candidato à reeleição, o prefeito da capital, Ricardo Nunes (MDB), e os candidatos ao Senado André do Prado e Guilherme Derrite.

Críticas ao Supremo

Flávio afirmou que muita coisa precisa ser consertada no Judiciário e acusou ministros do STF de atuar a favor da reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). "Ministros do STF não podem ser agentes políticos do governo Lula, e nem de nenhum outro viés ideológico", disse.

O candidato também criticou decisões individuais de ministros que derrubam leis e atos do Congresso. "A Corte máxima tem que deixar de ser uma delegacia de polícia", declarou. Ele ainda defendeu o fim do foro privilegiado.

Na mesma fala, Flávio afirmou que é alvo de perseguição. "Quando enfrentamos o PT, temos mentiras em massa, botaram uma parte da PF para perseguir adversários", disse. Ele se declarou convicto de que pode vencer já no primeiro turno e prometeu buscar o que chamou de pacificação e reequilíbrio entre os Poderes.

O discurso de Lula

Na mesma manhã, Lula encerrou a campanha com uma caminhada no centro da capital paulista, ao lado de Fernando Haddad (PT), candidato ao governo do estado, e do vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB).

O presidente apresentou a eleição como uma escolha entre dois projetos. "De um lado tem a democracia e a soberania, do outro a barbárie", afirmou. Lula também projetou vitória no domingo e pediu que a militância continue buscando votos nas últimas horas. "Nós temos poucas horas para fazer continuamente o maior gesto da revolução democrática desse país", disse.

Votação no domingo

Os eleitores vão às urnas neste domingo (4) para escolher presidente, governadores, senadores e deputados federais e estaduais. Se nenhum candidato a presidente obtiver mais da metade dos votos válidos, haverá segundo turno em 25 de outubro.

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