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ELEIÇÕES

MP Eleitoral pede ao TSE que barre o registro de Márcio Canella, deputado eleito preso no Rio

Parecer da Procuradoria-Geral Eleitoral aponta ligação do deputado estadual eleito com a milícia e pede que o TSE aceite recurso contra o deferimento da candidatura. A defesa não foi localizada no material apurado.

Redação MNPolítica2 min de leitura
MP Eleitoral pede ao TSE que barre o registro de Márcio Canella, deputado eleito preso no Rio
Foto: Reprodução

A Procuradoria-Geral Eleitoral pediu ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que barre o registro de Márcio Canella como deputado estadual do Rio de Janeiro. Canella foi o parlamentar mais votado para a Assembleia Legislativa e está preso desde 15 de outubro. A defesa não se manifestou no material divulgado até o momento.

O que diz o parecer

O vice-procurador-geral eleitoral, Alexandre Espinosa Bravo Barbosa, assinou o parecer na sexta-feira (23). Segundo o documento, há "elementos seguros e convergentes" que demonstram a infiltração de lideranças milicianas na administração pública por intermédio do candidato, o apoio eleitoral prestado por elas à campanha e a atuação dele como articulador de organização criminosa armada.

O vice-procurador lembra que a Constituição não permite que partidos políticos se utilizem de organização paramilitar. Ele afirma que o TSE proibiu a candidatura de integrantes de organizações criminosas para evitar a interferência desses grupos no processo eleitoral. O parecer pede que o tribunal aceite um recurso contra o deferimento do registro de candidatura.

Nomeações apontadas

De acordo com o Ministério Público, quando era deputado estadual, Canella nomeou a mulher de um líder miliciano para um cargo em seu gabinete. Já como prefeito de Belford Roxo, nomeou como secretários pelo menos duas lideranças milicianas da região. Os dois tentaram se candidatar na eleição de 2024, mas a Justiça Eleitoral barrou as candidaturas por envolvimento com organizações criminosas.

Investigação

Canella foi preso em 15 de outubro, depois da eleição, na Operação Unha e Carne, sob suspeita de integrar uma organização criminosa que usaria uma rede de postos de combustíveis na Região Metropolitana do Rio como plataforma de lavagem de dinheiro. Um relatório de inteligência financeira do Coaf enviado à Polícia Federal indica que o esquema movimentou mais de R$ 7,6 bilhões em seis anos.

Na representação em que pediu a prisão ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, a Polícia Federal apontou Canella como "patrono político" e "articulador de alto escalão" do grupo, ligado ao Comando Vermelho, segundo os investigadores.

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