Ministério Público Eleitoral defende no TSE que canal "Exército do Lula" não seja bloqueado
A Procuradoria-Geral Eleitoral rejeitou o pedido da campanha de Flávio Bolsonaro para derrubar o canal de WhatsApp, mas quer que a Meta explique como um anúncio pago sem anunciante identificado foi aprovado.

A Procuradoria-Geral Eleitoral se manifestou neste sábado (24), no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), contra o bloqueio do canal de WhatsApp "Exército do Lula". O pedido foi apresentado pelo senador e candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL). O canal é coordenado pelo deputado reeleito André Janones (Rede-MG) e tem mais de 10,7 milhões de inscritos.
O pedido de Flávio
Na representação, Flávio afirma que o canal promove uma operação "coordenada" e "inautêntica", ao orientar apoiadores a publicar hashtags e comentários em horários combinados. O senador também aponta um anúncio pago, veiculado por uma página externa, que incentivava usuários a entrar no grupo. Ele pede o bloqueio do canal, a punição dos administradores e a quebra de sigilo de dados de usuários. O processo é administrativo e tramita no TSE contra a Meta.
O que diz o Ministério Público Eleitoral
Segundo a manifestação, o processo serve para verificar se as plataformas cumprem os planos de integridade apresentados à Justiça Eleitoral. Por isso, não seria o instrumento adequado para julgar a conduta de candidatos ou eleitores, nem para determinar bloqueio e fornecimento de endereços IP, que dependem de procedimentos judiciais próprios.
O órgão argumenta que a legislação eleitoral não proíbe a mobilização coordenada de pessoas reais que, voluntariamente, combinam hashtags e horários de publicação. A irregularidade estaria no uso de robôs, automação ou contas falsas, e relatórios técnicos apresentados por Google, X e Meta indicaram que a imensa maioria das publicações partiu de pessoas reais registradas no Brasil. "Velocidade e sincronia medem a disciplina da mobilização, não a sua falsidade", diz o parecer.
"A adesão de pessoas reais que publicam ao mesmo tempo porque assim decidiram é exercício da capacidade eleitoral ativa, que não se esgota no direito de votar", afirmou o vice-procurador-geral eleitoral, Alexandre Espinosa.
Parte do pedido acolhida
O Ministério Público Eleitoral recomendou acolher apenas uma parte: que a Meta seja intimada a esclarecer como foi aprovado um anúncio pago, veiculado pela página "Preembarque", que não tinha responsável identificado e levava direto ao canal. A manifestação cita ainda decisão liminar do ministro Floriano de Azevedo Marques que proíbe medidas administrativas que suspendam ou restrinjam o canal.
Quer a sua marca aqui? Anuncie no Ministério da Notícia
Leia também
- DISPUTA POLÍTICA
Tarcísio diz que Boulos distorce dados sobre o diesel e rebate crítica ao aumento do ICMS
O governador de São Paulo afirmou que o ministro Guilherme Boulos usa informações distorcidas ao criticar a alta do diesel, e lembrou que o reajuste do ICMS foi aprovado por unanimidade no Confaz.
há 1 hora
- SENADO
Carlos Bolsonaro visita o pai e reafirma apoio a Rogério Marinho para presidir o Senado
Senador eleito por Santa Catarina, Carlos Bolsonaro (PL) disse após visita a Jair Bolsonaro que o candidato do grupo na eleição do Senado é Rogério Marinho. Ele também relatou preocupação com a saúde do pai.
há 23 horas
- AJUSTE FISCAL
Boulos fala em "chantagem do mercado" sobre ajuste fiscal e defende cortes em desonerações e supersalários
O ministro da Secretaria-Geral da Presidência afirmou que o ajuste do próximo governo deve mirar privilégios, e não políticas para os mais pobres. Ele citou cerca de R$ 600 bilhões anuais em desonerações.
31/10/2026






