Movida tem lucro de R$ 152 milhões no terceiro trimestre, alta de 117%
A locadora registrou receita líquida de R$ 3,87 bilhões no período, alta de 2,8%. A dívida líquida chegou a R$ 17,5 bilhões.

A locadora de veículos Movida (MOVI3) registrou lucro líquido de R$ 152 milhões no terceiro trimestre de 2026, alta de 117% em relação ao mesmo período do ano anterior. O valor é igual ao da prévia de resultados divulgada no início de outubro.
Receita e operação
A receita líquida somou R$ 3,870 bilhões, alta de 2,8% sobre o terceiro trimestre de 2025. O volume de diárias vendidas subiu de 6,085 milhões para 7,439 milhões, avanço de 22%. A tarifa média do aluguel de carros (RAC) passou de R$ 159 para R$ 167, alta de 5%. A empresa captou 767 mil novos clientes nos últimos 12 meses.
O Ebitda consolidado foi de R$ 1,795 bilhão, 21,4% acima do registrado um ano antes. Na divisão de locação, a margem Ebitda chegou a 74,2%, contra 72,6% no mesmo período do ano passado.
Seminovos
No segmento de seminovos, a Movida vendeu 20.051 veículos, queda de 18,1% na comparação anual, com receita líquida de R$ 1,471 bilhão, 16,2% menor. Em relação ao trimestre anterior, o número de carros vendidos ficou estável e a receita líquida com as vendas foi 3,3% maior.
O presidente da companhia, Gustavo Moscatelli, afirmou que a estratégia foi mantida e que o crescimento teve como vetores a precificação dos serviços, a expansão da fatia de mercado e a disciplina de custos. Segundo ele, a empresa passou a fazer a manutenção em oficinas próprias no início do ano, abriu centros de preparação de seminovos e "pit stops" de manutenção em shoppings e supermercados. A previsão é que os "pit stops" passem de 11 para mais de 50 no próximo ano.
Moscatelli disse ainda que a empresa reduz há três anos o valor médio da frota, hoje em torno de R$ 80 mil, e que 90% dos carros custam menos de R$ 90 mil. De acordo com ele, a entrada de veículos chineses que derrubou os preços dos seminovos atingiu mais a faixa de R$ 130 mil a R$ 250 mil.
Endividamento
O resultado financeiro foi de R$ 900 milhões entre julho e setembro, 13,3% maior que um ano antes. A dívida líquida chegou a R$ 17,5 bilhões, ante R$ 15,5 bilhões no terceiro trimestre de 2025. O prazo médio foi estendido de 3,2 para 4,2 anos, e o custo médio ficou em CDI mais 1,8% ao ano, contra CDI mais 1,9% um ano antes. O múltiplo da dívida sobre o Ebitda foi de 2,56 vezes, ante 2,74 vezes.
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31/10/2026






