Moro explica por que não votou o fim da escala 6x1: "O período eleitoral não é o momento adequado"
O senador disse em publicação no X que sempre defendeu um debate com "amplitude, profundidade e diálogo". Ele não votou em nenhum dos dois turnos e criticou o momento, não o conteúdo da proposta.

O senador Sergio Moro (PL-PR) justificou nesta quinta-feira (15), em publicação na rede social X, por que não votou a proposta de emenda à Constituição (PEC) que acaba com a escala 6x1. Segundo ele, "o período eleitoral não é o momento adequado para esse debate". Moro não registrou voto em nenhum dos dois turnos da votação, realizada na quarta-feira (14).
O que ele disse
Moro afirmou que sempre defendeu que o tema fosse discutido "com amplitude, profundidade e diálogo" e mencionou os "impactos diretos sobre trabalhadores, empresas e a economia". A crítica foi dirigida ao momento da discussão, e não ao conteúdo da proposta.
O resultado da votação
A PEC foi aprovada nos dois turnos por 75 votos favoráveis e um contrário, do senador Hamilton Mourão (Republicanos-RS). Rogério Marinho (PL-RN) e Márcio Bittar (PL-AC) também não votaram. A proposta prevê dois dias de folga por semana e redução da jornada de 44 para 42 horas, em até dois meses após a promulgação, e para 40 horas depois de um ano.
O que vem agora
O governo espera que a emenda seja promulgada ainda nesta semana. Entidades empresariais criticam a mudança: a Federação das Indústrias de Minas Gerais (Fiemg) afirma que o fim da escala 6x1 ameaça empregos e encarece produtos. O senador Cleitinho (MG) defende o fim da 6x1, mas cobra contrapartidas das empresas.
Quer a sua marca aqui? Anuncie no Ministério da Notícia
Leia também
- DISPUTA POLÍTICA
Tarcísio diz que Boulos distorce dados sobre o diesel e rebate crítica ao aumento do ICMS
O governador de São Paulo afirmou que o ministro Guilherme Boulos usa informações distorcidas ao criticar a alta do diesel, e lembrou que o reajuste do ICMS foi aprovado por unanimidade no Confaz.
há 1 hora
- SENADO
Carlos Bolsonaro visita o pai e reafirma apoio a Rogério Marinho para presidir o Senado
Senador eleito por Santa Catarina, Carlos Bolsonaro (PL) disse após visita a Jair Bolsonaro que o candidato do grupo na eleição do Senado é Rogério Marinho. Ele também relatou preocupação com a saúde do pai.
há 23 horas
- AJUSTE FISCAL
Boulos fala em "chantagem do mercado" sobre ajuste fiscal e defende cortes em desonerações e supersalários
O ministro da Secretaria-Geral da Presidência afirmou que o ajuste do próximo governo deve mirar privilégios, e não políticas para os mais pobres. Ele citou cerca de R$ 600 bilhões anuais em desonerações.
31/10/2026






