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EDUARDO BOLSONARO

Moraes inclui Eduardo Bolsonaro no banco nacional de mandados de prisão

Decisão determina início da pena definitiva de 4 anos e 2 meses de prisão em regime semiaberto após trânsito em julgado de condenação por coação.

Redação MNPolítica3 min de leitura
Moraes inclui Eduardo Bolsonaro no banco nacional de mandados de prisão
Foto: Ministério da Notícia

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, determinou a inclusão do ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro no Banco Nacional de Monitoramento de Prisões. O mandado foi expedido para cumprimento pela Polícia Federal após a condenação se tornar definitiva. Eduardo foi sentenciado a quatro anos e dois meses de detenção em regime inicial semiaberto pelo crime de coação no curso do processo. O político reside nos Estados Unidos desde 2025.

A condenação transitou em julgado em 3 de outubro, data em que se esgotaram todos os recursos cabíveis na Suprema Corte. A Secretaria Judiciária do STF certificou oficialmente o encerramento do processo em 5 de outubro. Além da ordem de prisão, Moraes determinou o cancelamento imediato de todos os passaportes brasileiros emitidos em nome de Eduardo Bolsonaro. Com a medida, os documentos perdem qualquer validade legal.

O ministro também determinou o envio de documentos à Procuradoria-Geral da República para cobrar uma sanção pecuniária de 50 dias-multa. Cada dia-multa foi fixado no valor equivalente a dois salários mínimos. O despacho ordena a notificação do Tribunal Superior Eleitoral para suspender os direitos políticos do condenado durante o cumprimento da pena. A direção-geral da Polícia Federal também recebeu aviso formal para efetivar a perda do cargo público de escrivão da corporação.

Condenação definitiva na Primeira Turma

A Primeira Turma do STF fixou a condenação por unanimidade durante julgamento realizado em junho. Em setembro, o colegiado rejeitou os embargos de declaração apresentados pela defesa e manteve a sentença de forma integral. O voto do relator Alexandre de Moraes recebeu o apoio dos ministros Flávio Dino, Cármen Lúcia e Cristiano Zanin. O acórdão definitivo sobre o recurso teve publicação em 22 de setembro.

A acusação formulada pela Procuradoria-Geral da República apontou que Eduardo atuou no exterior com a intenção de constranger autoridades judiciais brasileiras. O objetivo das articulações era prejudicar o julgamento de seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, na ação penal sobre a trama golpista. Segundo o STF, registros digitais e declarações públicas comprovaram que o ex-parlamentar usou o cargo para tentar obter sanções estrangeiras contra ministros da Corte e o chefe do Ministério Público Federal.

Durante o processo, a Defensoria Pública da União atuou na representação do acusado e pediu a sua absolvição perante o tribunal. O órgão defensivo sustentou que as falas realizadas em território estrangeiro estavam resguardadas pelo direito à liberdade de expressão. Com a rejeição dos embargos e a ausência de novas contestações no prazo legal, o processo avançou para a fase de execução penal obrigatória.

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