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Moraes autoriza Augusto Heleno a deixar a prisão domiciliar no dia 22 para consulta médica em Brasília

O general da reserva, condenado a 21 anos na trama golpista, cumpre prisão domiciliar humanitária por causa de um quadro de demência. A saída vale só pelo tempo da consulta.

Redação MNPolítica2 min de leitura
Moraes autoriza Augusto Heleno a deixar a prisão domiciliar no dia 22 para consulta médica em Brasília
Foto: Ministério da Notícia

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou o general da reserva Augusto Heleno a deixar a prisão domiciliar no dia 22 de outubro para uma consulta médica no Hospital das Forças Armadas, em Brasília, segundo o g1. O general poderá sair às 10h para um retorno ambulatorial de neurocirurgia, e a autorização vale apenas pelo período necessário para a ida e a volta.

As condições da decisão

Depois do atendimento, a defesa terá 24 horas para apresentar ao STF um documento que comprove a realização do procedimento. Moraes também autorizou que Heleno seja internado com urgência, sem nova decisão judicial, se houver orientação médica. Nesse caso, o STF deve ser informado em até 24 horas. A autorização é provisória e não altera as demais medidas cautelares impostas ao general.

O contexto

Heleno cumpre prisão domiciliar humanitária desde dezembro de 2025 e usa tornozeleira eletrônica. Ex-ministro do Gabinete de Segurança Institucional no governo de Jair Bolsonaro, ele foi condenado a 21 anos de prisão no processo da trama golpista. A domiciliar foi concedida após perícia médica. Em decisão de 13 de outubro, Moraes já havia autorizado visitas médicas diárias a pedido do Comando Militar do Planalto, que descreveu o quadro clínico como "demência de origem mista, de natureza progressiva e irreversível". A defesa não se manifestou na reportagem consultada.

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