Moraes arquiva PET 12.404 após parecer da PGR: indiciados por ataques ao delegado Fábio Shor deixam inquérito
Decisão de 4 de setembro, divulgada em 5 e 6 de outubro, extinguiu a investigação sobre ataques ao delegado da PF. PGR viu excesso nas postagens, mas não apontou articulação estruturada.

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, mandou arquivar a PET 12.404, petição que apurava uma suposta campanha de ataques contra o delegado da Polícia Federal Fábio Shor. A decisão é de 4 de setembro e veio a público em 5 e 6 de outubro. Com ela, os jornalistas Oswaldo Eustáquio e Allan dos Santos, o senador Marcos do Val (Avante-ES) e Ednardo Raposo, que haviam sido indiciados pela PF, deixam a investigação sem terem chegado à condição de réus.
Como o caso começou
Shor atuou nas investigações sobre a suposta tentativa de golpe de Estado. A PET 12.404 apurava uma campanha de ataques a ele nas redes sociais.
Eustáquio e Allan dos Santos, que vivem fora do país, passaram a criticar o delegado nas redes sociais. Marcos do Val também virou alvo do inquérito por replicar as mensagens.
O indiciamento e o parecer
O inquérito tratava de uma sequência de postagens em redes sociais que, na avaliação da Polícia Federal, ultrapassava a crítica e buscava atingir a atuação do delegado nas apurações sobre a trama golpista. A PF concluiu pelo indiciamento dos quatro e encaminhou o material ao Supremo.
A PF indiciou os quatro por embaraço à investigação de organização criminosa e incitação ao crime. A Procuradoria-Geral da República se manifestou pelo arquivamento, e Moraes acolheu o pedido.
No parecer, a PGR reconheceu que as postagens "ultrapassaram o limite da tolerância diferenciada imposta àqueles que servem ao público". Para o órgão, porém, os elementos reunidos pela PF não demonstraram a existência de articulação estruturada para incitar dolosamente a prática de crimes contra agentes públicos nem para atrapalhar de forma concreta investigações específicas. Faltaria, assim, base suficiente para uma denúncia. A PGR também apontou que as condutas poderiam configurar crimes contra a honra, que exigem representação das vítimas, o que não ocorreu.
O que muda e o que continua
Com o arquivamento, os quatro não respondem a ação penal nesta petição. Indiciamento é ato da polícia e não equivale a condenação: a PF apresenta suas conclusões, e cabe ao Ministério Público decidir se denuncia e ao Judiciário julgar.
O arquivamento diz respeito apenas à PET 12.404.
Contexto
O indiciamento não vincula a Procuradoria: o Ministério Público tem autonomia para concluir que não há elementos suficientes para denunciar, como ocorreu neste caso. Em setembro de 2025, o Supremo condenou Jair Bolsonaro a 27 anos e 3 meses de prisão pela trama golpista.
Quer a sua marca aqui? Anuncie no Ministério da Notícia
Leia também
- DISPUTA POLÍTICA
Tarcísio diz que Boulos distorce dados sobre o diesel e rebate crítica ao aumento do ICMS
O governador de São Paulo afirmou que o ministro Guilherme Boulos usa informações distorcidas ao criticar a alta do diesel, e lembrou que o reajuste do ICMS foi aprovado por unanimidade no Confaz.
há 1 hora
- SENADO
Carlos Bolsonaro visita o pai e reafirma apoio a Rogério Marinho para presidir o Senado
Senador eleito por Santa Catarina, Carlos Bolsonaro (PL) disse após visita a Jair Bolsonaro que o candidato do grupo na eleição do Senado é Rogério Marinho. Ele também relatou preocupação com a saúde do pai.
há 23 horas
- AJUSTE FISCAL
Boulos fala em "chantagem do mercado" sobre ajuste fiscal e defende cortes em desonerações e supersalários
O ministro da Secretaria-Geral da Presidência afirmou que o ajuste do próximo governo deve mirar privilégios, e não políticas para os mais pobres. Ele citou cerca de R$ 600 bilhões anuais em desonerações.
31/10/2026






