Minuta no TSE prevê proibir canais de WhatsApp com conteúdo político e mais de 200 mil seguidores 48 horas antes da eleição
Uma minuta de resolução em circulação no Tribunal Superior Eleitoral prevê vetar canais políticos de WhatsApp com mais de 200 mil usuários a partir de sexta-feira (23). O presidente da Corte, Nunes Marques, diz que é apenas um esboço e que é contra a mudança.

Uma minuta de resolução em circulação no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) prevê a proibição de canais de WhatsApp com conteúdo político e mais de 200 mil usuários a 48 horas da eleição. Se fosse adotada, a restrição começaria na sexta-feira (23), dois dias antes do segundo turno presidencial. O presidente da Corte, ministro Kassio Nunes Marques, afirma que o documento é apenas um "esboço".
O que diz a minuta
O texto foi redigido pelo ministro André Mendonça, vice-presidente do tribunal, depois de uma reunião informal entre ministros na terça-feira (20). O documento justifica a medida pelo risco de disseminação de conteúdos ilícitos em um momento em que a Justiça Eleitoral teria dificuldade de garantir resposta antes da votação.
"O período compreendido entre as 48 horas antes e as 24 horas depois da eleição concentra o maior risco de dano irreversível à formação livre da vontade do eleitorado, por não haver tempo hábil para resposta, esclarecimento ou tutela jurisdicional efetiva", afirma a minuta.
A proposta sustenta que canais de transmissão de natureza político-eleitoral com mais de 200 mil seguidores têm potencial de interferir no alcance da propaganda, da mesma forma que conteúdos impulsionados. Seriam considerados canais político-eleitorais aqueles usados para divulgar conteúdos relacionados à disputa, abertos ao público ou acessíveis apenas por convite.
Canais que seriam atingidos
A medida, caso entrasse em vigor, alcançaria o canal "Exército do Lula", que ultrapassou 7 milhões de inscritos na terça-feira, e o canal "Tropa do Flávio", com 2 milhões de usuários.
Posição do presidente do TSE
"Isso é apenas um esboço", disse Nunes Marques. Segundo interlocutores, ele é contra a alteração, não convocou reunião oficial para debater o tema e não pretende convocar. Mendonça afirmou que a proposta é "impessoal" e depende de votação do colegiado.
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31/10/2026






