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ELEIÇÕES 2026

Ministro do TSE barra nova suspensão do canal "Exército do Lula" por decisão administrativa da Presidência

Floriano de Azevedo Marques concedeu liminar em mandado de segurança da campanha de Lula e proibiu a Presidência do TSE de usar poder administrativo para suspender ou restringir o canal de WhatsApp. Nova medida só poderá vir de decisão judicial.

Redação MNPolítica2 min de leitura
Ministro do TSE barra nova suspensão do canal "Exército do Lula" por decisão administrativa da Presidência
Foto: Reprodução

O ministro Floriano de Azevedo Marques, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), decidiu nesta sexta-feira (23) que o canal de WhatsApp "Exército do Lula" não poderá voltar a ser suspenso ou restringido por decisão administrativa da Presidência da Corte. A liminar foi concedida em mandado de segurança preventivo apresentado pela campanha do presidente e candidato à reeleição, Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

O que diz a decisão

O presidente do TSE, ministro Kassio Nunes Marques, fica impedido de usar as atribuições administrativas da Presidência, inclusive a de fiscalização das plataformas digitais, para tirar o canal do ar ou limitar seu funcionamento. A medida vale até que haja decisão do plenário em processo judicial. Uma nova restrição ainda poderá ser determinada nesse tipo de processo, e o tema já é discutido em uma ação de investigação judicial eleitoral na Corregedoria do tribunal.

Fundamentos

Floriano de Azevedo Marques afirmou considerar concreto o risco de nova suspensão antes do segundo turno, no domingo (25). Segundo o ministro, uma suspensão às vésperas da votação, envolvendo um canal com milhões de participantes, poderia provocar instabilidade e aumentar a desconfiança em relação à Justiça Eleitoral. Ele entendeu que a Presidência não pode aplicar essa sanção pela via administrativa.

O ministro ressalvou que a decisão não parte do pressuposto de que a Presidência esteja cogitando "decisões de surpresa" ou "atos unilaterais que instabilizem o cenário eleitoral", e que a tutela serve para delimitar competências e reforçar a transparência.

Contexto

Na quinta-feira (22), Nunes Marques atendeu a pedido da campanha de Flávio Bolsonaro (PL) e determinou um pente-fino nas publicações do canal, criado pelo deputado federal André Janones (Rede-MG). Nesta sexta, o TSE informou em nota que não determinou a retirada de nenhum canal de WhatsApp do ar. Não houve, até a publicação, manifestação da campanha de Flávio Bolsonaro sobre a decisão.

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