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CANETAS EMAGRECEDORAS

Ministério da Saúde pede ao SUS inclusão de canetas emagrecedoras

Pasta protocolou pedido na Conitec nesta quinta-feira com base no aumento de obesos no país e na queda de preços dos remédios.

Redação MNSaúde3 min de leitura
Imagem ilustrativa. Caneta auto-injectora utilizada para tratamentos medicos em superficie neutra
Ministério da Saúde pede ao SUS inclusão de canetas emagrecedoras

Imagem ilustrativa. Caneta auto-injectora utilizada para tratamentos medicos em superficie neutra

Foto: Haberdoedas

O Ministério da Saúde protocolou nesta quinta-feira um pedido oficial para a inclusão de canetas emagrecedoras no Sistema Único de Saúde. A solicitação foi enviada à Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no Sistema Único de Saúde. A pasta busca garantir o fornecimento desses medicamentos para o tratamento da obesidade na rede pública. A medida visa atender a uma demanda crescente por acompanhamento médico especializado no país. O anúncio ocorre após debates sobre a ampliação do acesso a terapias modernas para a população.

O ministério fundamentou o pedido no crescimento expressivo da obesidade entre os brasileiros nas últimas duas décadas. Os dados oficiais apontam que a taxa de pessoas com essa condição subiu de 11,8% em 2006 para 25,7% em 2024. Esse salto populacional exige tratamentos prolongados para reduzir a mortalidade e melhorar a qualidade de vida dos pacientes. A Organização Mundial da Saúde defende políticas públicas para evitar disparidades no acesso a esses cuidados. O tratamento adequado também pretende conter os impactos financeiros futuros nos gastos gerais de saúde.

A pasta destacou que o cenário econômico do fármaco mudou de forma significativa recentemente. A ampliação da concorrência comercial provocou uma redução de 70% nos custos do produto no Brasil em menos de um ano. Atualmente, o país registra 25 canetas emagrecedoras aprovadas, sendo 14 liberações ocorridas apenas em 2026. Esse avanço resulta de uma estratégia conjunta do governo federal e da Anvisa para estimular o mercado nacional. Com isso, o Brasil alcançou a maior variedade desse tipo de medicamento no mundo inteiro.

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Conitec avalia nova proposta

Em agosto, a comissão havia rejeitado a incorporação do produto devido ao alto impacto financeiro estimado na época. Contudo, o ministério argumenta que a queda nos preços e o surgimento de genéricos e versões nacionais alteram a viabilidade da proposta. Uma eventual aprovação virá acompanhada de critérios rígidos para o acesso dos pacientes aos remédios. O uso será direcionado aos casos em que o controle da obesidade traga benefícios clínicos relevantes. A medida busca evitar complicações graves e diminuir a necessidade de procedimentos cirúrgicos complexos na rede pública.

O tema foi tratado recentemente em uma agenda oficial entre o ministro Alexandre Padilha e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva em Minas Gerais. Na ocasião, o titular da pasta ressaltou que os novos valores praticados nas farmácias já facilitam a compra particular por parte da população. O objetivo governamental agora consiste em transformar o insumo em um direito garantido pelo sistema público. O uso na rede oficial ocorrerá de maneira planejada e com acompanhamento técnico contínuo dos pacientes. A Conitec agora analisará a documentação técnica para emitir o seu parecer final sobre a recomendação.

A Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias foi criada em 2011 para definir os protocolos clínicos e as diretrizes terapêuticas da rede pública. O órgão recolhe contribuições da sociedade por meio de consultas públicas antes de consolidar os relatórios técnicos. Os membros do colegiado votam a recomendação final após avaliar todos os dados de eficácia e impacto orçamentário. O processo garante que a introdução de novas tecnologias obedeça a critérios científicos rigorosos. O novo pedido segue agora os trâmites regimentais previstos para a análise do colegiado.

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