Malásia suspende importação de frango de todo o Brasil, e Arábia Saudita restringe carne de aves de Santa Catarina
A Malásia suspendeu a compra de carne de aves de todo o país após o foco de Newcastle em Santa Catarina. A Arábia Saudita limitou a restrição aos produtos catarinenses, informou o Ministério da Agricultura.

A Malásia anunciou a suspensão da importação de carnes, produtos cárneos e miúdos de aves de todo o Brasil. A decisão veio depois que o Ministério da Agricultura e Pecuária confirmou, na segunda-feira (19), um foco da doença de Newcastle em uma granja de perus em Santa Catarina. A Arábia Saudita também notificou o governo brasileiro sobre a suspensão da compra de carne e produtos de aves provenientes apenas de Santa Catarina.
Mercados que já restringiram
O México foi o primeiro a agir e suspendeu a importação de aves vivas, carne, miúdos, ovos férteis e pintinhos de todo o território brasileiro. A China, maior compradora do frango do país, anunciou na terça-feira (20) restrição aos produtos de Santa Catarina. O Chile e a Arábia Saudita adotaram a mesma medida limitada ao estado nesta quarta-feira (21). A Malásia ocupa a 68ª posição entre os mercados compradores do frango brasileiro, bem atrás de China, Japão e Arábia Saudita.
Como o foco foi achado
O foco foi detectado em uma criação comercial de cerca de 6 mil perus em Nova Itaberaba, no Oeste catarinense, durante um programa de vigilância ativa. Segundo o ministro da Agricultura, André de Paula, as amostras foram coletadas em 21 de setembro, os exames de 14 de outubro apontaram possível infecção e a confirmação saiu em 18 de outubro. O presidente da Associação Brasileira de Proteína Animal, Ricardo Santin, disse que não havia aves doentes e que o material genético encontrado era de uma variante associada a pombos.
Controle e retomada
A granja foi fechada e as aves serão sacrificadas, com limpeza e desinfecção das instalações. A vigilância cobre Nova Itaberaba, Nova Erechim, Coronel Freitas e Águas Frias, com 133 granjas monitoradas. O acompanhamento prevê dois períodos de 21 dias, totalizando 42 dias. O Brasil poderá voltar a ser considerado livre da doença após 90 dias, conforme as regras sanitárias aplicáveis. A doença não é transmitida pelo consumo de carne de frango. Em humanos, pode causar no máximo conjuntivite passageira. O ministério afirma manter diálogo com os países importadores para retomar o comércio com segurança.
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31/10/2026






