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PESQUISA ELEITORAL

Maioria ainda vê Lula favorito nas eleições apesar de melhora de Flávio

Pesquisa Quaest aponta estabilidade na crença da vitória presidencial e registra avanço de Flávio Bolsonaro em regiões específicas do país.

Redação MNEconomia2 min de leitura
Maioria ainda vê Lula favorito nas eleições apesar de melhora de Flávio
Foto: Ministério da Notícia

A pesquisa Quaest aponta que a maioria dos entrevistados ainda acredita na vitória do presidente Luiz Inácio Lula da Silva nas próximas eleições. Os dados revelam que a crença no favoritismo do atual mandatário permaneceu estável em 52%. Por outro lado, a expectativa em torno do senador oposicionista Flávio Bolsonaro apresentou alta. A taxa de entrevistados que apostam na vitória do senador subiu de 32% para 35% no levantamento recente.

O avanço de Flávio Bolsonaro ocorre em meio a um cenário de empate técnico com Lula, tanto nos dados da Quaest quanto nos registros do Datafolha. O petista mantém vantagem numérica nas simulações de primeiro e segundo turno nos dois institutos de pesquisa. No entanto, a movimentação indica um pleito eleitoral totalmente em aberto na véspera da votação, com chances reais de definição logo no primeiro turno dependendo de fatores como abstenções.

Apesar do cenário geral de estabilidade para Lula, a Quaest identificou perda de terreno do presidente em regiões estratégicas do país. No Centro-Oeste, reduto que reúne cerca de 12 milhões de eleitores, as intenções de voto no petista caíram 5 pontos percentuais no primeiro turno e 6 pontos no segundo. Em contrapartida, Flávio Bolsonaro registrou forte crescimento de 10 pontos porcentuais na região Sul.

Cenário regional e eleitorado

Enquanto o senador avançava no Sul com votos tomados de candidaturas menores, Lula manteve patamar estável nessa mesma praça. O parlamentar oposicionista também conseguiu reduzir o índice de eleitores que temem sua possível eleição. O receio em relação ao seu nome recuou de 43% para 40%, ficando abaixo dos 43% de rejeição registrados por Lula no mesmo quesito.

Além disso, o senador melhorou o desempenho junto ao eleitorado católico após episódios polêmicos envolvendo a padroeira do Brasil. A melhora de Flávio se reflete tanto no primeiro quanto no segundo turno das simulações eleitorais divulgadas. Os institutos mostram que o comportamento do eleitorado ainda guarda margem para reviravoltas na reta final da disputa.

O levantamento da Quaest reforça que o resultado final depende da desidratação das candidaturas nanicas e da postura dos eleitores em relação a votos nulos e abstenções. Outro fator determinante é a parcela de 13% dos entrevistados que admitem a possibilidade de mudar de voto até o dia do pleito. O cenário reflete a disputa acirrada na véspera da votação oficial.

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