Magazine Luiza e Assaí recuam cerca de 48% na Bolsa; ações de construtoras e varejistas também despencam
No primeiro pregão após a reeleição de Lula, a alta dos juros pesou sobre empresas dependentes de crédito e consumo. Os percentuais são de horários específicos da manhã.

Magazine Luiza e Assaí estavam entre as maiores perdas da Bolsa brasileira nesta segunda-feira (26). Por volta do meio-dia, as ações das duas empresas recuavam cerca de 48%. A queda ocorreu no primeiro pregão depois da reeleição de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), com 51,79% dos votos válidos, contra 48,21% de Flávio Bolsonaro (PL), números do Tribunal Superior Eleitoral.
Setor imobiliário e varejo
No setor imobiliário, Cyrela e MRV caíam 43,4% e 40,5%, respectivamente, por volta das 11h10. No mesmo horário, Cury recuava 27,4%, Direcional 22,5% e Tenda 21,6%. No início do pregão, as ações da Renner caíam cerca de 38% e as da Azzas 2154, dona de marcas como Arezzo e Schutz, 37%.
Por que os papéis caem
A reação foi marcada pela alta do dólar e dos juros futuros: durante a manhã, as taxas de vencimentos mais longos passaram de 16%. Juros mais altos encarecem o financiamento das empresas e o crédito ao consumidor, o que pesa sobre o varejo, que depende do consumo parcelado. Para as construtoras, o efeito atinge o custo das próprias companhias e o crédito imobiliário.
A intensidade das perdas levou a B3 a acionar o circuit breaker, que suspendeu as negociações por 30 minutos, com retomada em leilão a partir das 10h30. A pausa não impede que os preços continuem oscilando, e as cotações citadas são retratos de horários específicos, não o resultado final do dia.
Parte dos investidores havia comprado ações brasileiras nas semanas anteriores, com a expectativa de vitória de Flávio Bolsonaro, e passou a rever posições com o resultado.
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31/10/2026






