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AJUSTE FISCAL

Lula diz que o Brasil tem seriedade fiscal e que os mais pobres não pagarão a conta do ajuste

Em reunião do Conselho Nacional de Política Energética, o presidente afirmou que o país tem seriedade fiscal e que o custo do ajuste não será transferido à população de baixa renda. Ele também criticou a cobertura da imprensa sobre o governo.

Redação MNPolítica2 min de leitura
Lula diz que o Brasil tem seriedade fiscal e que os mais pobres não pagarão a conta do ajuste
Foto: Reprodução

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) disse nesta sexta-feira (6) que o Brasil tem "seriedade fiscal" e que os mais pobres não vão pagar a conta do ajuste das contas públicas. A declaração foi dada durante reunião do Conselho Nacional de Política Energética, no Ministério de Minas e Energia, em um momento em que o governo é pressionado a apresentar medidas de controle de gastos.

O que disse o presidente

Ao defender a política fiscal do governo, Lula comparou a dívida brasileira à de outras economias. "Quantos países do mundo têm a seriedade fiscal que nós temos? Quantos? Qual a dívida interna dos Estados Unidos? Da França? Do Japão? Da Itália? Perto da nossa é o dobro em relação ao PIB", afirmou.

Segundo o presidente, o governo recebeu as contas públicas com déficit de 2,8% e encaminha o Orçamento com superávit. Ele não especificou a qual indicador fiscal se referia. Lula afirmou ainda que o governo mantém a responsabilidade fiscal, mas não pretende transferir o custo do ajuste para a população de baixa renda.

Crítica à imprensa

Na mesma fala, Lula criticou a cobertura jornalística sobre o governo. Ele disse que os veículos de comunicação preferem divulgar notícias negativas a destacar os resultados da administração federal. "Nós temos uma imprensa que talvez seja correto, não tô fazendo juízo de valor, que ela prefere criticar do que elogiar", declarou. Segundo o presidente, jornalistas evitam reconhecer ações positivas para não serem vistos como "chapa branca".

O presidente também questionou o número divulgado em uma campanha na televisão sobre fome no país, que fala em 7 milhões de pessoas em situação de insegurança alimentar grave. Lula pediu que se apure quem está por trás da campanha e contestou o dado citando a merenda escolar e programas federais de combate à fome. Ele não apresentou números para contestar a cifra durante a reunião.

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